Sofrendo com rugas? Fuja de hábitos que agravam o problema

Além do envelhecimento natural, uma série de descuidos afetam a saúde da pele, acelerando o aparecimento de flacidez, rugas e manchas

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atualizado 20/10/2019 12:52

O corpo começa a sentir os primeiros sinais de envelhecimento aos 25 anos, quando cai a produção de colágeno e de antioxidantes endógenos. “Mas somente alguns anos depois começamos a perceber esses sinais, que são mais claros à medida que aparecem alterações estéticas como manchas, rugas e flacidez”, afirma o cirurgião plástico Mário Farinazzo, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Tudo isso pode ficar ainda pior se o estilo de vida despreza uma rotina saudável e cuidados básicos com a pele. “Envelhecer faz parte do ciclo da vida, mas podemos interferir neste ciclo de forma positiva ou negativa. O modo como levamos a vida interfere diretamente em como será o processo de envelhecimento”, acrescenta o médico.

O envelhecimento chamado de intrínseco, que é o envelhecimento natural, é responsável pela perda de elasticidade, menor produção de colágeno e afinamento da pele, aspectos que resultam em uma aparência mais envelhecida. “Já o envelhecimento extrínseco é influenciado pelo estilo de vida, ou seja, exposição ao sol, má alimentação, tabagismo, ingestão de bebidas alcoólicas e outros fatores que colaboram para o enfraquecimento celular”, enumera o médico.

Veja seis hábitos que podem fazer as rugas aparecerem mais cedo:

1. Privação de sono
Mário Farinazzo explica que quem sofre com insônia tem o ciclo circadiano afetado, o que altera o metabolismo e compromete o tempo necessário para que ocorra o reparo e a regeneração celular durante o período noturno. “É de noite que temos uma reorganização celular, uma vez que nosso metabolismo basal está mais baixo”, afirma o médico.

2. Estresse
O estresse, por meio de descargas constantes de adrenalina, cortisol e prolactina, potencializa o estado inflamatório persistente na pele e reduz o tempo de vida e a atividade das células. Isso afeta a renovação celular, deixando o tecido cutâneo mais desprotegido, segundo Farinazzo.

3. Exposição ao sol
Nada é mais agressivo à pele que a exposição solar sem fotoproteção. “O dano é cumulativo e provoca envelhecimento precoce (rugas, flacidez e manchas), além de inflamação e um aumento do risco de câncer”, alerta o especialista. O filtro solar deve ser usado todos os dias do ano (independentemente da estação), sendo reaplicado a cada três horas em exposição direta e a cada quatro horas em ambientes fechados.

4. Alimentação inadequada
Um dos maiores problemas das dietas atualmente é a alta ingestão de açúcar, que em excesso colabora para um processo de glicação, que é quando as fibras de colágeno e elastina endurecem. “Com isso, elas perdem flexibilidade e a capacidade de sustentação e ancoragem da pele”, diz o médico. Atenção também aos carboidratos, que viram açúcar no fim da digestão.

5. Tabagismo
As substâncias tóxicas presentes no cigarro estão associadas à vasoconstrição periférica por um período de 10 minutos, isso diminui o fluxo sanguíneo para o tecido cutâneo, afetando o viço e a luminosidade da pele, com consequente perda de firmeza por causa da menor oxigenação e nutrição.

6. Ingestão de bebidas alcoólicas
O álcool em excesso pode causar não só a desidratação, mas também a inflamação sistêmica, que colabora para o envelhecimento da pele. “Uma pessoa que bebe constantemente há 20 ou 30 anos sofre com desidratação e mais rugas”, afirma o médico. “Isso pode fazer o paciente parecer até 10 anos mais velho.”

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