Seguir dieta Mediterrânea por um ano melhora a memória na velhice

Ao analisar as fezes de pessoas que fizeram o regime, cientistas encontraram maior número de bactérias ligadas ao envelhecimento saudável

Antonio Busiello/Getty Images

atualizado 20/02/2020 8:14

Conhecida como uma das dietas mais interessantes não só para emagrecimento, mas para manter a saúde, a dieta Mediterrânea ganhou mais uma prova científica da sua eficácia. Um grupo de pesquisadores do Reino Unido, França, Itália, Polônia e Holanda analisou dados de 612 pessoas entre 65 e 79 anos de vários países — metade delas adotou a dieta Mediterrânea por um ano.

Foram coletadas amostras de fezes de todos os participantes no começo e no final do período. Os especialistas encontraram, no grupo que começou a dieta, uma quantidade maior de bactérias ligadas ao envelhecimento saudável e menor de micro-organismos considerados “ruins”.

Foi observada uma queda nas bactérias envolvidas na produção de ácidos do sistema digestivo, que estão ligadas ao aumento do risco de câncer nestes órgãos, resistência à insulina, danos celulares e gordura no fígado. A metade dos participantes que não mudou de dieta apresentou um aumento nas bactérias que se relacionam com a queda nas funções cognitivas.

Porém, os pesquisadores afirmam que a dieta Mediterrânea pode não ser aplicável para pessoas com problemas de deglutição ou nos dentes, visto que engloba sementes, castanhas e grãos integrais.

(Com informações do Eureka Alert!)

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