Peixe, azeite e alimentos frescos. A dieta mediterrânea é um sucesso!

Bastante usado em regiões do sul da Europa, esse protocolo de alimentação é considerado um dos cardápios mais saudáveis do mundo

atualizado 25/02/2019 22:30

Claudia Totir, Getty Images

Muito além de um padrão alimentar, a dieta mediterrânea é um estilo de vida. Ela é baseada em alimentos frescos, escolhidos de acordo com a estação do ano, e naturais, como azeite e cereais não refinados. Também permite o consumo moderado de vinhos, leite e queijo. Produtos industrializados, principalmente salsichas e comidas congeladas, não entram no cardápio.

Bastante comum entre as populações do sul de países como Itália, Grécia e Espanha, a dieta mediterrânea é classificada como um dos protocolos de alimentação mais saudáveis do mundo.

O cardápio é bastante analisado desde os anos 1960 e passou a ser considerado como patrimônio imaterial da humanidade em 2010. Um dos principais benefícios é a diminuição dos riscos de doenças cardiovasculares, como hipertensão, infartos e AVC. Por priorizar alimentos com bastante ômega 3, há redução no colesterol LDL – considerado ruim – e maior ação anti-inflamatória no organismo.

Na dieta mediterrânea, o consumo de peixe é indicado de duas a três vezes por semana e o azeite deve ser usado nas preparações – durante as refeições, são permitidas outras duas colheres de sopa. Por fim, uma taça de vinho uma vez ao dia é recomendada.

O British Journal of Nutrition, em parceria com especialistas do Instituto Neurológico Mediterrâneo Neuromed, em Pozzilli, na Itália, publicou no ano passado um levantamento feito com 25 mil pessoas que compara dados dos adeptos da dieta mediterrânea com informações de pessoas que se alimentam de maneira tradicional. O estudo teve início em 2005 e concluiu: os voluntários que seguiram a dieta mediterrânea sofreram menos problemas cardiovasculares, cânceres e patologias degenerativas do que aqueles que seguiram a dieta tradicional.

Outra pesquisa, publicada no American Journal of Clinical Nutrition, também aponta benefícios nesse sentido. Após acompanhar mais de mil idosos, especialistas concluíram que, em um ano, a mudança alimentar ajudou a diminuir danos aos ossos relacionados ao envelhecimento. Participaram mais de mil pessoas de 65 a 79 anos de idade, recrutadas na Itália, no Reino Unido, na Holanda, na Polônia e na França.

(Com informações do portal Tua Saúde)

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