Seca ou Covid-19? Saiba como diferenciar os sintomas nas duas situações

Alguns sinais de desidratação por conta do tempo na capital federal podem ser confundidos com os de infecções respiratórias

atualizado 10/09/2020 7:34

ilustração de mulher com sintomasMoisés Amaral/Metrópoles

Há mais de 100 dias sem chuva, o clima no Distrito Federal está muito seco, quente, e sem sinal de nuvem no céu. A baixa umidade do ar e o calor podem causar uma série de sintomas em quem não está se hidratando da maneira correta ou evitando exposição ao sol. Em tempo de coronavírus, é fácil confundir os sinais com os causados pela Covid-19.

Alguns dos sintomas comuns às duas situações são obstrução nasal, coriza, dor de cabeça, dor de garganta e tosse. Mas, se forem causados pela seca, os incômodos se resolvem facilmente com algumas medidas.

“Ingestão de líquidos, hidratação das mucosas com soro fisiológico e evitar a exposição ao clima entre as 10h e as 16h costumam melhorar os efeitos da seca. No caso da Covid-19, não há melhora nos sintomas com essas dicas, e é preciso procurar um médico para fazer um diagnóstico diferencial”, explica o otorrinolaringologista do Hospital Anchieta de Brasília, Jefferson Pitelli Fonseca.

Ele explica ainda que a tosse pode acontecer no tempo seco e na Covid-19, mas são diferentes. “A do clima é mais irritativa, parece um desconforto, e não causa falta de ar”, conta o médico.

A infectologista Marli Sartori, do Hospital Santa Lúcia, ensina que, no período de seca, é comum ver problemas respiratórios, principalmente rinite, sinusite e outros quadros de vias aéreas superiores justamente pelo clima seco. “A mucosa fica ressecada e aumenta a predisposição ao resfriado comum. Os sintomas geralmente vêm associados à pele seca”, afirma.

Pessoas que sofrem com a estiagem devem prestar atenção se os sintomas são os mesmos dos períodos de clima secos anteriores.

Em pacientes com Covid-19, há outros sinais associados (como dor no corpo, febre, perda de olfato e paladar, náusea e tontura), além dos que podem ser confundidos com a seca. A grande diferença é: os desconfortos não melhoram com o passar dos dias e com a adoção das medidas citadas por Fonseca. Pior, tendem a piorar. “A tendência é evolução com piora, com dor no corpo, febre, tosse, dor torácica, etc. Na dúvida, é melhor testar”, ensina.

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