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Saúde

Saúde dos idosos exige atenção redobrada durante o inverno

Com queda da temperatura e tempo seco, especialistas reforçam vacinação, hidratação e atenção a sinais de alerta. Inverno começa amanhã

20/06/2026 12:39
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foto colorida de idosos se abrançando no inverno - Metrópoles

Com a chegada oficial do inverno, que começa neste domingo (21/6), os cuidados com a saúde dos idosos precisam ser reforçados. A combinação de frio, tempo seco e maior permanência em locais fechados favorece a circulação de vírus e bactérias, aumentando o risco de gripes, resfriados, pneumonias e crises de doenças respiratórias, como asma, rinite e bronquite.

Especialistas do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), em São Paulo, alertam que pessoas a partir dos 60 anos merecem atenção especial na estação.

A preocupação não ocorre apenas pelo maior número de infecções respiratórias no período, mas também pela possibilidade de quadros evoluírem com mais gravidade.

Por que o frio pesa mais para os idosos

Segundo Fátima Rodrigues Fernandes, diretora do Serviço de Alergia e Imunologia do Iamspe, o envelhecimento reduz naturalmente a eficiência do sistema imunológico, processo chamado de imunossenescência.

“Com o envelhecimento, a eficiência do sistema imunológico é reduzida, em um processo natural chamado imunossenescência. Por isso, os idosos têm maior dificuldade para combater infecções e responder de forma adequada aos agentes infecciosos, o que pode ser agravado no inverno”, explica.

Além da menor resposta do organismo, o ar frio e seco resseca as vias respiratórias. Na prática, a mucosa do nariz, da garganta e dos pulmões fica menos protegida contra microrganismos. Ambientes fechados e pouco ventilados também facilitam a transmissão de agentes infecciosos.

O médico patologista clínico Alex Galoro, do DB Diagnósticos, ressalta que o frio, por si só, não é o responsável pelas infecções. “O frio não causa doenças respiratórias diretamente, mas cria condições que facilitam a circulação de vírus e aumentam o risco de infecções”, explica.

Em idosos, uma gripe ou uma pneumonia pode ter efeitos além dos sintomas respiratórios. Quadros infecciosos podem causar desidratação, perda de força muscular, piora da mobilidade, internações prolongadas e aumento do risco cardiovascular. Por isso, sinais aparentemente simples não devem ser ignorados, principalmente quando há piora rápida do estado geral.

Para Galoro, alguns hábitos comuns da estação ajudam a explicar o aumento dos casos de infecção. “Durante o inverno, a permanência em ambientes fechados e com pouca ventilação favorece a transmissão de vírus e outros agentes infecciosos”, explica.


Cuidados que ajudam na prevenção

  • Manter a carteira de vacinação atualizada;
  • Beber água ao longo do dia, mesmo sem sede;
  • Manter ambientes ventilados, inclusive em dias frios;
  • Evitar aglomerações em locais fechados;
  • Higienizar as mãos com frequência;
  • Evitar exposição à fumaça de cigarro;
  • Usar agasalhos adequados para reduzir o choque térmico;
  • Fazer lavagem nasal com soro fisiológico em caso de rinite ou ressecamento;
  • Manter alimentação equilibrada e sono adequado.

Vacinação é uma das principais barreiras

A vacinação é uma medida central para reduzir complicações durante o inverno. De acordo com Fátima, idosos devem manter atualizadas as vacinas contra influenza, Covid-19 e pneumococo. A vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) também pode ser indicada em situações específicas, conforme avaliação médica.

“Idosos devem manter atualizadas as vacinas contra influenza, Covid-19, pneumococo e, quando indicado, vírus sincicial respiratório (VSR)”, afirma a especialista.

A avaliação médica deve ser buscada rapidamente quando o idoso apresentar falta de ar, febre persistente, sonolência excessiva, confusão mental, piora importante da tosse ou dificuldade para se alimentar e se hidratar.

“O inverno exige atenção especial à saúde respiratória, principalmente à dos idosos. A prevenção, a vacinação e o reconhecimento precoce dos sintomas são fundamentais para reduzir complicações e garantir mais segurança e qualidade de vida nessa época do ano”, conclui Fátima.

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