Frio no DF exige atenção redobrada com a saúde de idosos e crianças
Com mínima de 9,4°C registrada neste sábado, especialistas alertam para aumento de síndromes respiratórias
atualizado
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A chegada do frio aumenta o risco de síndromes respiratórias entre os grupos vulneráveis, como idosos, crianças e pessoas com comorbidade. Neste sábado (6/6), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou a menor temperatura deste ano. Os termômetros chegaram a marcar 9,4º C na estação meteorológica do Gama (DF), localizada na Ponte Alta.
Rosilda da Cunha, de 56 anos, sofre com fibromialgia — síndrome clínica que causa dores no corpo, segundo Sociedade Brasileira de Reumatologia. Ela conta que o período de frio agrava as dores e a depender do frio nem mesmo o uso de medicações é capaz de aliviar os sintomas.
“A fibromialgia é uma doença que aumenta mais as dores na época do frio. Não tem medicação que controla, né, é uma dor que você pode tomar medicação, mas ela continua. Pode até dar uma amenizada, mas continua. Você tenta se aquecer e parece que o corpo não ajuda”, afirmou.
Já Valquíria Barbosa é mãe de duas crianças, uma de quatro anos e outra de um ano de idade. Para ela, o frio é sinal de cuidado dobrado com os filhos. Além de usar bastante agasalhos e evitar sair com eles durante à noite, uma das principais preocupações é em atualizar o calendário vacinal.
As baixas temperaturas podem facilitar a transmissão de doenças, principalmente as síndromes respiratórias, como Influenza e Covid. Segundo o médico infectologista, Julival Ribeiro, os cuidados principais com a saúde no período são se manter hidratado, garantir uma boa alimentação e ter uma boa higienização das mãos. Além disso, a medida principal é manter o calendário vacinal atualizado.
“Vale lembrar que estamos em campanha de vacinação e todos aqueles que podem receber a vacina, devem fazer. Sobretudo pessoas de maiores fatores de risco, de desenvolver infecções graves”, contou ao Metrópoles.
Temperaturas devem continuar a cair
O frio está dentro do esperado e é típico do período, considerando que o inverno deve começar ainda em junho. A previsão, portanto, é que as temperaturas caiam ainda mais, segundo o meteorologista do Inmet, Olivio Bahia.
Ainda segundo o meteorologista, outro fator do clima é a seca, já que não há previsão de chuva e, caso ocorra, serão chuvas isoladas, sem potencial para amenizar o clima ou abastecer reservatórios.
O Inmet alerta que cuidados com a saúde precisam ser redobrados no período, como se hidratar e evitar exercícios ao ar livre, pois mesmo com temperaturas baixas, a incidência solar ainda é alta.