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Eleições 2026Igor Gadelha

Desembargadora se declara suspeita de apreciar candidatura de Moro

Desembargadora que atua no TRE do Paraná se declarou suspeita para julgar processos relacionados à candidatura de Sergio Moro a governador

18/08/2026 02:00
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Imagem colorida do senador Sergio Moro (União-PR) em audiência no Senado sobre as fraudes do INSS - Metrópoles

A desembargadora federal Gisele Lemke, que está atuando como juíza do TRE do Paraná, se declarou suspeita para julgar processos relacionados à candidatura do senador Sérgio Moro (PL) ao governo do estado.

A suspeição foi oficializada por ela na quinta-feira (13/8). Foi a segunda vez que a magistrada, nomeada por Jair Bolsonaro em 2022 para o TRF-4, se declarou suspeita para analisar casos relacionados ao ex-juiz da Lava Jato.

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Senador Sergio Moro (União-PR)
Senador Sergio Moro é pré-candidato ao governo do Paraná
Moro cita caso de Lula e diz que falta legalidade à decisão de Moraes
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Senador Sergio Moro é pré-candidato ao governo do Paraná
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Senador Sergio Moro é pré-candidato ao governo do Paraná

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Em 2023, por exemplo, a desembargadora federal se declarou suspeita para julgar, no TRF-4, processos de improbidade administrativa derivados da Lava Jato.

A decisão ocorreu depois que outros dois integrantes da 12ª Turma do TRF-4, os desembargadores João Pedro Gebran Neto e Luiz Antonio Bonat, também haviam reconhecido a própria suspeição.

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Inicialmente, Lemke chegou a despachar e levar a julgamento processos da Lava Jato. Ao reexaminar sua situação, porém, afirmou que a proximidade com grande parte dos magistrados que haviam atuado na operação comprometia a necessária imparcialidade para julgar os casos.

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Decisões sobre Dallagnol

A desembargadora já julgou, neste ano, algumas ações do Partido Novo relacionadas à candidatura do ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol, que é candidato a deputado federal pelo Paraná.

Em abril, ela julgou procedentes ao menos dez ações movidas pelo partido contra publicações que afirmavam que o ex-procurador da Lava Jato estava inelegível para as eleições de 2026.

As decisões, contudo, foram posteriormente contestadas no STF. Em maio, o ministro Flávio Dino suspendeu uma das decisões de Lemke, derrubando medidas que haviam determinado a retirada de reportagens e publicações sobre a eventual inelegibilidade de Dallagnol.