Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Saúde

Psilocibina: estudo mostra que alucinógeno organiza ondas cerebrais

Maior estudo já feito sobre a psilocibina mostra que, em pessoas saudáveis, alucinógeno pode oferecer claridade e sentimentos felizes

20/08/2026 02:00
Frazao Studio Latino / Getty Images
Foto colorida de cogumelo em laboratório - Metrópoles

Após cinco anos de pesquisa, cientistas da Monash University, na Austrália, descobriram que o uso de psilocibina consegue reorganizar as ondas cerebrais em adultos saudáveis. Os resultados foram publicados nessa quarta (19/8) na revista Nature, e o estudo é o maior já feito sobre o assunto.

Os pesquisadores acompanharam 62 indivíduos que usaram uma dose considerada conservadora do alucinógeno. Foram feitos exames de imagem durante o repouso, meditação, enquanto assistiam a um filme ou ouviam música.

Receba no seu email as notícias de Ciência&Saúde

Frequência de envio: Semanal

Ver todas as newsletters

O estudo encontrou uma ordem nas ondas cerebrais dentro da disrupção causada pela psilocibina.

“Sob o efeito da psilocibina, as redes cerebrais que nos ajudam a processar o mundo interior e o mundo ao nosso redor tornaram-se menos distintas, mas se reorganizaram em padrões que refletiam as experiências vividas pelas pessoas”, explica Devon Stoliker, o principal autor do estudo, em comunicado à imprensa.

O padrão das ondas mudou de acordo com a atividade que os participantes estavam fazendo no momento do exame. Segundo os pesquisadores, isso mostra que o contexto da experiência psicodélica é essencial para moldar a resposta do cérebro.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Saúde e Ciência

Pessoas que tiveram maiores reorganizações de ondas cerebrais com a psilocibina também reportaram mudanças psicológicas mais positivas no dia seguinte.

Resultados podem guiar novos tratamentos

Os cientistas acreditam que os dados dos indivíduos saudáveis podem ajudar a criar terapias para ajudar pacientes que precisam de claridade, novas perspectivas e flexibilidade psicológica.

“Se aplicado aos pacientes, isso poderia, futuramente, ajudar os médicos a entender como alguém está respondendo e a prever quem tem maior probabilidade de se beneficiar”, afirma o professor Adeel Razi, que também participou do estudo.