Pesquisa compara casos de infecções pela Ômicron com outras variantes

De acordo com o estudo, tempo de infecção e quantidade de pacientes hospitalizados com a variante Ômicron na África do Sul diminuiu

atualizado 20/01/2022 14:48

coronavírus ilustraçãoCDC/Unsplash

Pesquisadores da África do Sul, primeiro país a identificar a Ômicron, compararam os infectados pela variante com pessoas que tiveram contato com outras cepas do coronavírus. O tempo médio de internação diminuiu para três dias com a Ômicron, quando nas ondas anteriores era de sete a oito dias.

A análise levou em consideração números do Netcare, rede de saúde com quase 50 hospitais por toda a África do Sul. Foram 3.875 tratados com a variante ancestral (onda 1); 4.632 com a Beta (onda 2); com a 6.342 Delta (onda 3) e 2.351 com a Ômicron (onda 4).

O número de pessoas que precisaram de cuidados médicos foi consideravelmente menor com a Ômicron, ficando por volta dos 41%. Com a variante Delta, a taxa foi de 69,3%.

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Os pacientes hospitalizados por conta da Ômicron eram mais jovens com idade média de 36 anos, em comparação com a Delta, que infectou pessoas com média de 59 anos. Também foi observada uma proporção maior de mulheres, com mais de 60% das internações pela variante relacionadas ao público feminino.

A alta causada pela nova variante atingiu mais pessoas sem comorbidades que outras ondas na África do Sul. Além disso, 24,2% das internações por conta da Ômicron foram de pessoas vacinadas e 66,4%, de não imunizados. O estado de vacinação era desconhecido para 9,4% dos pacientes.

A proporção de pessoas que precisaram receber oxigênio diminuiu significativamente. O índice foi de 17,6% na quarta onda contra 74% na terceira onda. A admissão à terapia intensiva foi de 18,5% com a Ômicron e de 29,9% com a Delta.

O artigo foi publicado na revista científica JAMA Network e acompanhou casos até 20 de dezembro de 2021. Os cientistas ressaltam que mais pesquisas são necessárias para determinar se as diferenças entre as ondas são afetadas pela imunidade adquirida ou se a variante Ômicron pode ser menos patogênica que as cepas anteriores.

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