África do Sul: vacina e infecção anterior reduzem gravidade da Ômicron

Apesar do aumento de novos casos da doença relacionados à Ômicron, maioria dos pacientes apresenta apenas sintomas leves

atualizado 17/12/2021 12:45

Vacinação na ÁfricaTafadzwa Ufumeli/Getty Images

O ministro da Saúde da África do Sul, Joe Phaahla, disse, nesta sexta-feira (17/12), acreditar que a combinação entre a imunidade conferida pelas vacinas e o grande número de pessoas com anticorpos obtidos naturalmente em infecções anteriores está relacionada à menor gravidade dos casos de Covid-19 associados à variante Ômicron.

A África do Sul tem, atualmente, 26,2% da população totalmente vacinada contra a Covid-19, e 31,4% com pelo menos a primeira dose. Desde o início da pandemia, mais de 3,26 milhões de pessoas foram diagnosticadas com a doença, de acordo com o monitoramento da plataforma Our World In Data, ligado à Universidade de Oxford.

“Acreditamos que pode não ser necessariamente apenas que a Ômicron seja menos virulenta, mas a cobertura de vacinação e a imunidade natural de pessoas que já tiveram contato com o vírus também são adicionados à proteção. É por isso que estamos vendo doenças leves”, disse Phaahla em entrevista coletiva.

Saiba mais sobre a variante Ômicron do coronavírus:

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O país registrou um ligeiro aumento de mortes e hospitalizações por Covid-19 em meados de novembro, mas ainda “muito mais baixo do que o período de referência entre a segunda e a terceira ondas”, destacou a chefe da divisão de saúde pública, vigilância e resposta do Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis (NICD) da África do Sul, Michelle Groome, na mesma coletiva.

De acordo com a especialista em saúde pública do NICD, Waasila Jassat, mais da metade das pessoas que morreram tinham alguma comorbidade associada. Além disso, 93% das mortes por Covid-19 registradas no país no último mês, independentemente da variante associada, ocorreram entre pessoas não vacinadas ou com o esquema vacinal incompleto. Cerca de 3,5% das pessoas haviam sido vacinadas há mais de cinco meses. (Com informações de agências de notícias)

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