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Para a saúde, condicionamento físico é melhor que dieta, diz pesquisa

Artigo publicado pela revista iScience revela que, além da alimentação equilibrada, atividades físicas regulares afastam riscos da obesidade

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Para manter a saúde do corpo e reduzir os riscos de mortalidade por doenças associadas à obesidade, um bom condicionamento físico é melhor do que a perda de peso. A afirmação vem de um estudo publicado pela revista científica iScience, nesta segunda-feira (20/9). Segundo a publicação, pensar menos em relação ao peso no tratamento de problemas de saúde relacionados à obesidade é melhor do que fazer as dietas chamadas “ioiô”, conhecidas pela rapidez no emagrecimento, porém com rápida recuperação dos quilos perdidos.

O coautor do artigo e membro do College of Health Solutions da Arizona State University, nos Estados Unidos, Glenn Gaesser, afirmou ao site EurekAlert que as pessoas têm a falsa impressão de que, mesmo acima do peso, não estão saudáveis. Estar magro, segundo ele, muitas vezes responde aos padrões impostos pela cultura do emagrecimento a qualquer custo.

“Gostaríamos que as pessoas soubessem que, mesmo acima do peso, podem estar em forma, e corpos saudáveis ​​vêm em todas as formas e tamanhos. Percebemos que, em uma cultura obcecada por peso, pode ser um desafio fortalecer programas que não estão focados na perda de peso. Não somos necessariamente contra o emagrecimento, apenas pensamos que este não deve ser o critério principal para julgar o sucesso de um programa de intervenção no estilo de vida”, explicou Gaesser.

O co-autor do estudo e integrante da Escola de Educação e Desenvolvimento Humano da Universidade da Virgínia (EUA), Siddhartha Angadi, ressaltou ao EurekAlert que cada organismo tem um código genético único e cada pessoa responde de uma forma ao ganho ou à perda de peso.

“Isso é especialmente importante quando você considera as realidades fisiológicas da obesidade. O peso corporal é uma característica altamente hereditária e o emagrecimento está associado a alterações metabólicas substanciais que, em última análise, impedem a manutenção da perda de peso”, explica. No artigo, os autores citam pesquisas recentes relacionadas à redução do risco de mortalidade associada à perda de peso em comparação com as associadas ao aumento da atividade física ou aptidão cardiorrespiratória.

Obesidade

A obesidade é uma doença que pode ter complicações sérias e até levar à mortes em todo o mundo. Ela está associada a uma série de problemas de saúde, como doenças cardiovasculares, diabetes, câncer e problemas nos ossos e nas articulações.

No Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2020, a proporção de obesos na população com 20 anos ou mais de idade mais que dobrou no país entre 2003 e 2019, passando de 12,2% para 26,8%. Neste mesmo período, a obesidade entre as mulheres cresceu de 14,5% para 30,2%; nos homens, o aumento foi de 9,6% para 22,8%. A pesquisa foi realizada em mais de 100 mil residências em todo país.

Segundo os organismos internacionais de saúde, para prevenir a obesidade, além de equilibrar a alimentação, a prática de atividade física é fundamental. A recomendação dos cientistas é de que adultos se exercitem de 150 a 300 minutos por semana de forma moderada, como uma caminhada a passos largos ou uma corrida leve.

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