Oxford prevê conclusão de testes da vacina contra Covid-19 para agosto

Método criado pelo grupo começou a ser testado em voluntários em abril e está entre as 8 iniciativas mundiais mais avançadas

Enfermeira aplica dose em pacienteHugo Barreto/Metrópoles

atualizado 15/05/2020 11:33

A corrida para o lançamento de uma vacina contra a Covid-19 pode estar chegando mais perto do fim. Pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, anunciaram que finalizarão em agosto os testes clínicos do método de imunização que estão desenvolvendo.

Pelo menos 1,1 mil  voluntários participaram dos testes da vacina até o fim de abril. Eles foram divididos em dois grupos: o primeiro recebeu a vacina ChAdOx1 nCoV-19, que consiste em uma combinação do material genético da proteína encontrada na superfície do coronavírus com o adenovírus de chimpanzé, e o segundo recebeu a imunização contra a meningite.

Os cientistas decidiram aplicar a vacina de meningite no grupo controle porque os efeitos colaterais dos dois medicamentos são muito parecidos: febre, dor de cabeça e nos braços. Os voluntários voltaram às tarefas cotidianas e, agora, os pesquisadores aguardam um período para saber quantos foram infectados pelo novo coronavírus e como seus organismos reagiram à ele.

“A rapidez com que nosso time terá os números necessários depende do nível de transmissão do vírus na população. Se a transmissão permanecer alta, poderemos ter dados suficientes em dois meses. Caso a transmissão caia, isso pode levar seis meses”, afirmam os pesquisadores da universidade.

A expectativa é que, com os resultados positivos, o governo do Reino Unido aprove a fabricação da vacina ainda em setembro.

Apesar do otimismo dos cientistas envolvidos, a Agência Europeia de Medicamentos acredita que a vacina só estará pronta e licenciada para ser distribuída no mercado em 20121. Segundo o chefe do departamento de vacinas da agência, Marco Cavaleri, “são muito poucas as vacinas que chegam até o processo final de licença e, em muitos casos se requer provas adicionais para confirmar que não provocam nenhum efeito colateral grave”. (Com informações do Estadão)

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