Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Saúde

OMS diz que fim do isolamento precisa ser lento e controlado

De acordo com Tedros Adhanom, as medidas de restrição social impostas terão de ser retiradas "de modo lento e controlado"

13/04/2020 14:38, atualizado 13/04/2020 14:52

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou, em entrevista coletiva em Genebra, nesta segunda-feira (13/04), que as medidas de restrição social impostas por causa da pandemia de coronavírus terão de ser retiradas “de modo lento e controlado”.

A OMS pediu que os países tomem a decisão sobre reforçar ou relaxar a circulação de pessoas tendo como prioridade a saúde humana e que isso seja parte de uma estratégia abrangente de medidas contra a Covid-19.

Receba no seu email as notícias de Ciência&Saúde

Frequência de envio: Semanal

Ver todas as newsletters

A organização internacional listou seis critérios que os líderes mundiais devem estar atentos antes de suspenderem a restrição social:

1) A transmissão da Covid-19 deve estar controlada;
2) O sistema de saúde deve ser capaz de detectar, testar, isolar e tratar todos os casos, além de mapear os contatos dos infectados;
3) Os riscos de surtos devem estar minimizados em instalações de saúde e casas de repouso, por exemplo;
4) As medidas preventivas devem ser adotadas em locais de trabalho, escolas e outros lugares no qual as pessoas precisem ir;
5) Os riscos de importação de casos devem ser administrados;
6) As comunidades devem estar completamente educadas, engajadas e empoderadas para se ajustarem à nova norma.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Saúde e Ciência

Tedros Ghebreyesus notou que alguns países e regiões enfrentam “restrições econômicas severas” há semanas ou mesmo meses. “É difícil sobreviver a um ‘lockdown’ quando se depende do trabalho diário para comer”, admitiu, referindo-se a medidas de restrição mais forte de circulação, impostas por algumas das nações ou regiões especialmente afetadas.

Ainda assim, o diretor-geral destacou que a curva de novos casos acelera rápido, mas desacelera de modo mais devagar. (Com informações da Agência Estado)