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Saúde

Coloproctologista explica o que fazer se o seu intestino está preso

Entenda quando o intestino preso é sinal de alerta e quais hábitos realmente ajudam a regular o funcionamento do rgão

02/03/2026 18:39
Freepik
Pessoa com intestino preso- Metrópoles

O intestino preso não é definido apenas pela frequência com que a pessoa vai ao banheiro. Segundo a coloproctologista Marcelli Marcante Bado, do Hospital Sírio-Libanês em Brasília, constipação é a dificuldade para evacuar e envolve mais do que ir pouco ao banheiro.

“Frequência é apenas um dos critérios. Também avaliamos esforço evacuatório, fezes endurecidas, sensação de esvaziamento incompleto e até a necessidade de manobras para facilitar a evacuação”, explica.

Pelos critérios clínicos mais utilizados, como os de Roma IV, o diagnóstico considera a presença desses sintomas em pelo menos 25% das evacuações, por três meses nos últimos seis meses.

Ir ao banheiro dia sim, dia não, não significa necessariamente que o intestino está preso. O padrão depende de cada indivíduo: se não há dor, esforço excessivo ou desconforto, o quadro pode ser normal.

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O que realmente ajuda o intestino a funcionar

No consultório, as causas mais comuns estão ligadas a fatores comportamentais e clínicos. Sedentarismo, alimentação pobre em fibras, baixa ingestão de água, uso de certos medicamentos e até alterações hormonais podem comprometer o funcionamento do intestino.

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Para o nutricionista Diogo Cirico, da Growth Supplements, o excesso de ultraprocessados é um dos principais vilões. “Quanto menos ultraprocessados, melhor. Eles são pobres em fibras e ricos em substâncias que prejudicam a saúde intestinal”, afirma.

De forma prática, os especialistas recomendam:

  • Aumentar gradualmente o consumo de fibras e água;
  • Manter atividade física regular.

Ansiedade e estresse também influenciam. O eixo cérebro-intestino explica por que estados emocionais alterados podem modificar a motilidade intestinal.

A coloproctologista faz um alerta sobre o uso indiscriminado de laxantes. “Sem acompanhamento, o paciente pode se tornar dependente e não tratar a causa real da constipação”, afirma.

Quando o intestino preso é sinal de alerta

Embora a constipação geralmente esteja relacionada a hábitos de vida, alguns sintomas exigem avaliação médica imediata. Sangue nas fezes, perda de peso sem explicação, dor abdominal persistente ou mudança súbita do hábito intestinal são sinais que não devem ser ignorados.

“O maior erro é tentar resolver sozinho focando apenas em dieta e água. A evacuação é um processo complexo que envolve motilidade intestinal e assoalho pélvico”, reforça Marcelli.

Se o intestino permanece preso de forma recorrente ou vem acompanhado de outros sintomas, a orientação é procurar avaliação especializada para investigar a causa e evitar complicações.