
Claudia MeirelesColunas

Médico revela causas do intestino preso e como evitar o quadro
Fatores comportamentais e alimentares podem prejudicar o funcionamento do intestino e, consequentemente, causar constipação
atualizado
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Entre os problemas intestinais, a constipação é uma das condições mais comuns e afeta cerca de 10% da população mundial. Fatores como alimentação, desregulação hormonal e mudanças de hábito pode desencadear o quadro — assim como a saúde da psique, já que mente e intestino são intimamente ligados.
Em entrevista à coluna Claudia Meireles, Bernardo Martins, médico gastroenterologista do Hospital Santa Lúcia Norte, destaca que a constipação é multifatorial e pode decorrer tanto da baixa ingestão de fibras e falta de hidratação como de fatores hormonais — especialmente em mulheres — e uso de alguns medicamentos. Cirurgias e alterações anatômicas também podem causar constipação.
Como evitar o intestino preso
Para quem convive com o problema de forma recorrente, hábitos simples podem ajudar a prevenir o intestino preso.
“Às vezes, você consome alimentos que são pobres em fibras, tem uma ingesta de alimentos ultraprocessados e bebe pouca água… Tudo isso interfere na constipação. Por isso, abordarmos a constipação com essas três medidas: dieta equilibrada, aumento da hidratação e a movimentação, que é o exercício físico”, destaca.

Atenção ao uso de laxantes
Caso o paciente siga constipado, mesmo ajustando esses cuidados, é necessário buscar ajuda especializada que indicará outras abordagens, como o tratamento com laxativos. O médico alerta que a decisão de recorrer aos laxantes deve ser médica, visto que cada um tem “um efeito e um risco”.
“Existem laxativos que são osmóticos, mais concentrados, que fazem com que haja maior retenção de líquido na formação do bolo fecal. Outros são irritativos, que irritam a pele do intestino para que ele possa secretar mais a água e estimular a peristalse — o movimento para que a gente consiga evacuar. Assim como temos também alguns laxantes específicos para quebrar de fecalomas, o bolo fecal endurecido”, esclarece Bernardo Martins.

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