Caso no BBB26 acende alerta para riscos da constipação intestinal
Após relatar seis dias sem evacuar, situação de Ana Paula expõe perigos da automedicação e da constipação prolongada, segundo especialista
atualizado
Compartilhar notícia

O relato de Ana Paula Renault, participante do BBB26, de que ficou seis dias sem ir ao banheiro chamou a atenção do público e levantou um alerta importante sobre saúde intestinal. Embora muitas vezes tratada como algo simples, a constipação prolongada pode indicar desequilíbrios no organismo e trazer riscos quando negligenciada ou tratada de forma inadequada.
Entenda
- Constipação vai além do “intestino preso” e pode indicar problemas de saúde
- Uso indiscriminado de laxantes pode agravar o quadro
- Sintomas associados exigem avaliação médica imediata
- Tratamento adequado envolve identificar a causa, não apenas aliviar o sintoma
Segundo a coloproctologista Aline Amaro, ficar vários dias sem evacuar não deve ser encarado como algo banal. “A constipação é um sinal de que algo no funcionamento do intestino ou na rotina saiu do eixo”, explica. De acordo com a médica, após tantos dias sem evacuação, um dos maiores erros é recorrer à automedicação, especialmente ao uso de laxantes irritativos.
Esses produtos, que estimulam contrações forçadas do intestino, até podem provocar uma evacuação rápida, mas trazem efeitos colaterais importantes. Entre eles estão cólicas intensas, piora da desidratação e irritação da mucosa intestinal.
“Quando usados com frequência, podem levar a um ciclo perigoso de dependência, em que o intestino só funciona com estímulo químico”, alerta a especialista.
Além disso, o uso indiscriminado de laxantes pode mascarar problemas que precisam de diagnóstico médico, como fecaloma, distúrbios do assoalho pélvico, hipotireoidismo e efeitos colaterais de medicamentos. Em situações mais graves, a constipação pode estar associada até a quadros de obstrução intestinal.

Aline Amaro destaca que alguns sinais tornam o quadro ainda mais preocupante e exigem atendimento imediato. Distensão abdominal importante, vômitos, dor intensa, febre, presença de sangue nas fezes, perda de peso, fraqueza ou dificuldade para eliminar gases não são sintomas compatíveis com uma simples constipação. “Nesses casos, não é cenário de ‘tomar algo e esperar’, é preciso procurar um serviço de saúde”, reforça.
Para a população em geral, a orientação é buscar ajuda médica sempre que a constipação durar vários dias e fugir do padrão habitual da pessoa. Em paralelo, medidas básicas e seguras podem ser adotadas, como aumentar a hidratação, consumir fibras de forma gradual, praticar atividade física e estabelecer um horário regular para evacuar, sem pressa.
“Tratar constipação não é apenas ‘desentupir’ o intestino. É entender a causa do problema e evitar que ele se torne recorrente”, conclui a coloproctologista.













