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Gastroenterologistas dão dicas para evitar inflamações do intestino

Hábitos alimentares, sono de qualidade, hidratação e cuidados com higiene ajudam a reduzir a inflamações do intestino

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Foto colorida de mulher com as mãos em frente à barriga e desenhos do intestino grosso sob sua pele.
1 de 1 Foto colorida de mulher com as mãos em frente à barriga e desenhos do intestino grosso sob sua pele. - Foto: Peter Dazeley / Getty Images

A combinação das festas de fim de ano com as férias de verão torna o início do ano um dos períodos mais propensos para inflamações no intestino. Elas costumam ser fruto de exageros na alimentação ou consequência de vírus e bactérias oportunistas. Com alguns cuidados é possível evitar o risco.

Há, claro, alguns tipos de inflamação do órgão que não podemos evitar de forma tão simplificada. Casos graves deste quadro geralmente ocorrem em decorrência de intolerâncias alimentares, como a glúten ou lactose, ou pela presença de doenças que levam a inflamações intestinais recorrentes, como a doença de Crohn.

Como reduzir as inflamações do intestino

Para a maior parte da população, porém, o que ocorre com maior frequência são inflamações pontuais que costumam ser causadas por infecções fruto da ingestão de alimentos e bebidas contaminadas.

Nestes casos, manter hábitos saudáveis de alimentação, mesmo nas férias, reduz bastante o risco. De acordo com a gastroenterologista Maira Marzinotto, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, de São Paulo, um dos principais cuidados práticos a se tomar é evitar alimentos servidos crus de procedência desconhecida.

“A maioria das bactérias morre quando submetidas a altas temperaturas, por isso devemos evitar ingerir saladas, queijos ou alimentos como o leite condensado, usado em doces, drinks ou como cobertura na salada de frutas”, aconselha a médica.

A gastroenterologista ainda recomenda evitar pastas, cremes e limpar bem embalagens caso o consumo seja realizado nela mesma, como é o caso de latas de bebidas. Dando preferência a comidas que foram preparadas por nós mesmos.

E se eu já tiver uma infecção?

Maira alerta que os sintomas mais comuns são quadros súbitos de náuseas, vômitos, cólicas abdominais e diarreia. Nesses casos, a recomendação é beber bastante água e descansar.

“A desidratação é uma complicação possível em qualquer um dos casos. Se os sintomas forem leves e não persistirem por mais de três dias, é provável que seja um quadro simples. Mas, se houver um grande desconforto como febre, sangue nas fezes, diarreia que se estende por mais de três dias, fraqueza, sede excessiva e vômitos sem controle, é importante buscar ajuda de um especialista e evitar a automedicação”, indica a médica.

Hábitos para ter o intestino saudável

Há uma outra classe de inflamações que tem uma atuação lenta e imperceptível no organismo, mas que ao longo do tempo reduz a capacidade do intestino de funcionar e pode trazer consequências amplas, incluindo o câncer de intestino. Elas estão mais associadas à natureza do que comemos no dia a dia.

Pessoas com dietas ricas em alimentos ultraprocessados e muito gordurosos estão particularmente expostas a esse tipo de problema. Segundo a gastroenterologista Perla Schulz, da Rede de Hospitais São Camilo, os sintomas de que o modelo alimentar adotado não é saudável podem aparecer de forma variada.

“Pessoas com dieta pobre em fibras e ingestão inadequada de água tendem a sofrer mais com a prisão de ventre. Por outro lado, quadros de diarreia recorrente também merecem atenção, pois podem ser sintomas de intolerâncias alimentares, síndromes intestinais ou infecções”, afirma Perla.

Por isso, ela recomenda de forma geral que as pessoas preocupadas em ter um intestino mais saudável bebam mais água, reforcem a ingestão diária de fibras para um mínimo de 30 gramas diárias, evitem ultraprocessados, especialmente carnes embutidas e alimentos muito doces, entre outros.

“Um intestino sem inflamação não é fruto só do que comemos. O sedentarismo também causa problemas digestivos, assim como o estresse, a falta de uma rotina de sono saudável e o uso excessivo de remédios laxantes. Caso mudanças nos hábitos intestinais se tornem frequentes ou acompanhadas de sintomas como dor, sangue ou perda de peso, é fundamental procurar um médico”, conclui ela.
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De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa é de que o problema tenha provocado o óbito de cerca de 20 mil pessoas no Brasil apenas em 2019
O mês de março é dedicado à divulgação de informações sobre a doença. Se detectado precocemente, o câncer de intestino é tratável e o paciente pode ser curado
Os principais fatores relacionados ao maior risco de desenvolver câncer do intestino são: idade igual ou acima de 50 anos, excesso de peso corporal e alimentação pobre em frutas, vegetais e fibras
Doenças inflamatórias do intestino, como retocolite ulcerativa crônica e doença de Crohn, também aumentam o risco de câncer do intestino, bem como doenças hereditárias, como polipose adenomatosa familiar (FAP) e câncer colorretal hereditário sem polipose (HNPCC)
Doses de café pode reduzir em 30% risco de câncer de intestino
Também conhecido como câncer de cólon e reto ou colorretal, abrange os tumores que se iniciam na parte do intestino grosso -chamada cólon -, no reto e ânus
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Também conhecido como câncer de cólon e reto ou colorretal, abrange os tumores que se iniciam na parte do intestino grosso -chamada cólon -, no reto e ânus

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De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa é de que o problema tenha provocado o óbito de cerca de 20 mil pessoas no Brasil apenas em 2019
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De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa é de que o problema tenha provocado o óbito de cerca de 20 mil pessoas no Brasil apenas em 2019

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O mês de março é dedicado à divulgação de informações sobre a doença. Se detectado precocemente, o câncer de intestino é tratável e o paciente pode ser curado
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O mês de março é dedicado à divulgação de informações sobre a doença. Se detectado precocemente, o câncer de intestino é tratável e o paciente pode ser curado

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Os principais fatores relacionados ao maior risco de desenvolver câncer do intestino são: idade igual ou acima de 50 anos, excesso de peso corporal e alimentação pobre em frutas, vegetais e fibras
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Os principais fatores relacionados ao maior risco de desenvolver câncer do intestino são: idade igual ou acima de 50 anos, excesso de peso corporal e alimentação pobre em frutas, vegetais e fibras

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Doenças inflamatórias do intestino, como retocolite ulcerativa crônica e doença de Crohn, também aumentam o risco de câncer do intestino, bem como doenças hereditárias, como polipose adenomatosa familiar (FAP) e câncer colorretal hereditário sem polipose (HNPCC)
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Doenças inflamatórias do intestino, como retocolite ulcerativa crônica e doença de Crohn, também aumentam o risco de câncer do intestino, bem como doenças hereditárias, como polipose adenomatosa familiar (FAP) e câncer colorretal hereditário sem polipose (HNPCC)

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Doses de café pode reduzir em 30% risco de câncer de intestino
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Doses de café pode reduzir em 30% risco de câncer de intestino

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Os sintomas mais associados ao câncer do intestino são: sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal, dor ou desconforto abdominal, fraqueza e anemia, perda de peso sem causa aparente, alteração das fezes e massa (tumoração) abdominal
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Os sintomas mais associados ao câncer do intestino são: sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal, dor ou desconforto abdominal, fraqueza e anemia, perda de peso sem causa aparente, alteração das fezes e massa (tumoração) abdominal

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O diagnóstico requer biópsia (exame de pequeno pedaço de tecido retirado da lesão suspeita). A retirada da amostra é feita por meio de aparelho introduzido pelo reto (endoscópio)
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O diagnóstico requer biópsia (exame de pequeno pedaço de tecido retirado da lesão suspeita). A retirada da amostra é feita por meio de aparelho introduzido pelo reto (endoscópio)

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O tratamento depende principalmente do tamanho, localização e extensão do tumor. Quando a doença está espalhada, com metástases para o fígado, pulmão ou outros órgãos, as chances de cura ficam reduzidas
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O tratamento depende principalmente do tamanho, localização e extensão do tumor. Quando a doença está espalhada, com metástases para o fígado, pulmão ou outros órgãos, as chances de cura ficam reduzidas

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A cirurgia é, em geral, o tratamento inicial, retirando a parte do intestino afetada e os gânglios linfáticos dentro do abdome. Outras etapas do tratamento incluem a radioterapia, associada ou não à quimioterapia, para diminuir a possibilidade de retorno do tumor
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A cirurgia é, em geral, o tratamento inicial, retirando a parte do intestino afetada e os gânglios linfáticos dentro do abdome. Outras etapas do tratamento incluem a radioterapia, associada ou não à quimioterapia, para diminuir a possibilidade de retorno do tumor

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A manutenção do peso corporal adequado, a prática de atividade física, assim como a alimentação saudável são fundamentais para a prevenção do câncer de intestino
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A manutenção do peso corporal adequado, a prática de atividade física, assim como a alimentação saudável são fundamentais para a prevenção do câncer de intestino

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Além disso, deve-se evitar o consumo de carnes processadas (por exemplo salsicha, mortadela, linguiça, presunto, bacon, blanquet de peru, peito de peru, salame) e limitar o consumo de carnes vermelhas até 500 gramas de carne cozida por semana
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Além disso, deve-se evitar o consumo de carnes processadas (por exemplo salsicha, mortadela, linguiça, presunto, bacon, blanquet de peru, peito de peru, salame) e limitar o consumo de carnes vermelhas até 500 gramas de carne cozida por semana

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