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Estudo indica que há uma forma de regenerar o intestino envelhecido

Pesquisa em camundongos mostra regeneração do intestino, menos inflamação e melhor absorção com tratamento promissor

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Ilustração colorida de intestino humano - Metrópoles
1 de 1 Ilustração colorida de intestino humano - Metrópoles - Foto: Jian Fan/Getty Images

O envelhecimento do intestino é um dos fatores que leva à progressiva piora do organismo como um todo. O órgão muda a capacidade de tolerância alimentar com o passar do tempo e fica mais suscetível a inflamações e até ao câncer. Por isso, mantê-lo funcionando corretamente é uma das principais preocupações da medicina.

Pesquisadores do Cold Spring Harbor, nos Estados Unidos, parecem ter chegado a uma estratégia que é de fato eficaz para reverter os danos do envelhecimento intestinal usando a terapia de edição celular conhecida como CAR-T. A mesma técnica é usada para preparar células humanas para combater o câncer.

Em um estudo publicado em novembro na revista Nature Aging, os médicos detalharam o uso experimental da técnica em camundongos. Em uma única aplicação, o tratamento eliminou células envelhecidas e estimulou a reparação do epitélio intestinal, reduzindo a inflamação e melhorando a absorção de nutrientes nos roedores. Os efeitos persistiram por até um ano, um intervalo considerável tendo em conta a expectativa de vida reduzida dos animais.

Como funciona o rejuvenescimento de intestino?

Em um intestino saudável, o epitélio — camada que fica em contato com os alimentos — se renova a cada três ou cinco dias. Em pessoas idosas ou que se submeteram a tratamentos com radiação, este ciclo se torna mais lento e o intestino perde as capacidades de absorção.

A terapia em CAR-T coletou células de defesa do corpo dos animais e as alterou para que elas fossem mais capazes de reconhecer as células intestinais envelhecidas, eliminando-as e permitindo que o corpo renovasse seu epitélio.

Os cientistas administraram células CAR-T diretamente no intestino de camundongos jovens e idosos. Os resultados indicaram benefícios consistentes em diferentes faixas etárias.

“Eles conseguem absorver nutrientes melhor. Apresentam muito menos inflamação. O tratamento fez o revestimento epitelial se regenerar e cicatrizar muito mais rapidamente”, afirmou a médica Corina Amor Vegas, uma das líderes do estudo.

Os pesquisadores também analisaram células intestinais e colorretais humanas in vitro. Segundo Vegas, surgiram evidências de que células CAR-T anti-uPAR estimulam a regeneração nesses tecidos, mas os mecanismos biológicos ainda permanecem sob investigação.

“Os dados apontam potencial terapêutico relevante. Este é um bom passo em uma longa jornada para entendermos como podemos cuidar melhor dos idosos”, concluiu ela.

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De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa é de que o problema tenha provocado o óbito de cerca de 20 mil pessoas no Brasil apenas em 2019
O mês de março é dedicado à divulgação de informações sobre a doença. Se detectado precocemente, o câncer de intestino é tratável e o paciente pode ser curado
Os principais fatores relacionados ao maior risco de desenvolver câncer do intestino são: idade igual ou acima de 50 anos, excesso de peso corporal e alimentação pobre em frutas, vegetais e fibras
Doenças inflamatórias do intestino, como retocolite ulcerativa crônica e doença de Crohn, também aumentam o risco de câncer do intestino, bem como doenças hereditárias, como polipose adenomatosa familiar (FAP) e câncer colorretal hereditário sem polipose (HNPCC)
Doses de café pode reduzir em 30% risco de câncer de intestino
Também conhecido como câncer de cólon e reto ou colorretal, abrange os tumores que se iniciam na parte do intestino grosso -chamada cólon -, no reto e ânus
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Também conhecido como câncer de cólon e reto ou colorretal, abrange os tumores que se iniciam na parte do intestino grosso -chamada cólon -, no reto e ânus

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De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa é de que o problema tenha provocado o óbito de cerca de 20 mil pessoas no Brasil apenas em 2019
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O mês de março é dedicado à divulgação de informações sobre a doença. Se detectado precocemente, o câncer de intestino é tratável e o paciente pode ser curado
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Os principais fatores relacionados ao maior risco de desenvolver câncer do intestino são: idade igual ou acima de 50 anos, excesso de peso corporal e alimentação pobre em frutas, vegetais e fibras
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Doenças inflamatórias do intestino, como retocolite ulcerativa crônica e doença de Crohn, também aumentam o risco de câncer do intestino, bem como doenças hereditárias, como polipose adenomatosa familiar (FAP) e câncer colorretal hereditário sem polipose (HNPCC)
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Doenças inflamatórias do intestino, como retocolite ulcerativa crônica e doença de Crohn, também aumentam o risco de câncer do intestino, bem como doenças hereditárias, como polipose adenomatosa familiar (FAP) e câncer colorretal hereditário sem polipose (HNPCC)

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Os sintomas mais associados ao câncer do intestino são: sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal, dor ou desconforto abdominal, fraqueza e anemia, perda de peso sem causa aparente, alteração das fezes e massa (tumoração) abdominal
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Os sintomas mais associados ao câncer do intestino são: sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal, dor ou desconforto abdominal, fraqueza e anemia, perda de peso sem causa aparente, alteração das fezes e massa (tumoração) abdominal

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O diagnóstico requer biópsia (exame de pequeno pedaço de tecido retirado da lesão suspeita). A retirada da amostra é feita por meio de aparelho introduzido pelo reto (endoscópio)
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O diagnóstico requer biópsia (exame de pequeno pedaço de tecido retirado da lesão suspeita). A retirada da amostra é feita por meio de aparelho introduzido pelo reto (endoscópio)

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O tratamento depende principalmente do tamanho, localização e extensão do tumor. Quando a doença está espalhada, com metástases para o fígado, pulmão ou outros órgãos, as chances de cura ficam reduzidas
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O tratamento depende principalmente do tamanho, localização e extensão do tumor. Quando a doença está espalhada, com metástases para o fígado, pulmão ou outros órgãos, as chances de cura ficam reduzidas

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A cirurgia é, em geral, o tratamento inicial, retirando a parte do intestino afetada e os gânglios linfáticos dentro do abdome. Outras etapas do tratamento incluem a radioterapia, associada ou não à quimioterapia, para diminuir a possibilidade de retorno do tumor
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A cirurgia é, em geral, o tratamento inicial, retirando a parte do intestino afetada e os gânglios linfáticos dentro do abdome. Outras etapas do tratamento incluem a radioterapia, associada ou não à quimioterapia, para diminuir a possibilidade de retorno do tumor

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A manutenção do peso corporal adequado, a prática de atividade física, assim como a alimentação saudável são fundamentais para a prevenção do câncer de intestino
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A manutenção do peso corporal adequado, a prática de atividade física, assim como a alimentação saudável são fundamentais para a prevenção do câncer de intestino

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Além disso, deve-se evitar o consumo de carnes processadas (por exemplo salsicha, mortadela, linguiça, presunto, bacon, blanquet de peru, peito de peru, salame) e limitar o consumo de carnes vermelhas até 500 gramas de carne cozida por semana
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Além disso, deve-se evitar o consumo de carnes processadas (por exemplo salsicha, mortadela, linguiça, presunto, bacon, blanquet de peru, peito de peru, salame) e limitar o consumo de carnes vermelhas até 500 gramas de carne cozida por semana

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