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Saúde

O que Neymar, Vini Jr. e outros atletas comem antes dos jogos da Copa?

Refeição pré-jogo deve ser definida com cuidado e sem surpresas para garantir que o jogador tenha a melhor performance possível

Bianca Queiroz11/06/2026 02:00, atualizado 10/06/2026 17:32
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Gabriel Lucas/Metrópoles
Neymar, Vini. Jr e prato de comida, alimentação antes dos jogos- Metrópoles

A alimentação de um jogador de futebol antes de entrar em campo é planejada para garantir energia, resistência e concentração ao longo dos 90 minutos. Longe de refeições pesadas ou improvisadas, o cardápio pré-jogo costuma seguir estratégias nutricionais bem definidas para abastecer o organismo sem causar desconfortos digestivos.

Segundo especialistas, a principal preocupação é garantir que os estoques de glicogênio, a forma como o corpo armazena carboidratos, estejam cheios antes do início da partida. A reserva é fundamental para sustentar corridas, mudanças rápidas de direção, saltos e acelerações, movimentos constantes durante uma partida de futebol.

Carboidratos são a principal fonte de energia

De acordo com o nutricionista esportivo Lucas Moraro, do Rio de Janeiro, a refeição pré-jogo costuma ser rica em carboidratos de fácil digestão e moderada em proteínas. Entre os alimentos mais utilizados por clubes profissionais estão arroz branco, macarrão, batata, mandioca, pães, frutas, mel, frango grelhado, peixes magros e iogurte.

“Quanto maior a intensidade do exercício, maior a dependência dos carboidratos. Por isso, eles são prioridade na alimentação do atleta antes da partida”, afirma Moraro.

Um exemplo clássico de refeição pré-jogo inclui arroz branco, frango grelhado, legumes cozidos, suco natural e banana. A combinação oferece energia com pouca gordura e baixo teor de fibras, facilitando a digestão.

A endocrinologista Jamilly Drago, da clínica Metasense, em Brasília, reforça que os carboidratos são essenciais para fornecer glicose aos músculos durante atividades de alta intensidade.

“O futebol exige arrancadas, força, resistência e concentração. Para tudo isso, o corpo precisa ter glicose disponível e bons estoques de glicogênio muscular”, explica a especialista.

Horário da refeição e hidratação fazem diferença

Além da escolha dos alimentos, o momento da refeição também influencia diretamente no desempenho. A recomendação mais comum é que a refeição principal seja realizada entre três e quatro horas antes do início da partida.

Esse intervalo permite digestão adequada, absorção dos nutrientes e reduz o risco de desconfortos gastrointestinais durante o jogo. Caso seja necessário, um pequeno lanche pode ser consumido entre uma e duas horas antes da partida.

“Dia de jogo não é dia de experimentar alimento novo. A alimentação também precisa ser treinada para que o atleta saiba exatamente como o corpo vai responder”, destaca Jamilly.

Bananas, torradas, pão com geleia, barras de cereal e bebidas esportivas costumam ser opções utilizadas para complementar a energia pouco antes do apito inicial.

A hidratação também merece atenção especial. Segundo o nutricionista, perder apenas 2% do peso corporal em água já pode comprometer significativamente o rendimento físico.

“A desidratação aumenta a fadiga, reduz a velocidade, a potência muscular e até a capacidade de tomada de decisão, fatores que podem definir o resultado de uma partida”, afirma o nutricionista.

O que deve ser evitado antes de entrar em campo

Se alguns alimentos ajudam a melhorar o desempenho, outros podem prejudicar a performance do atleta. Especialistas recomendam evitar refeições gordurosas, frituras, pizzas, hambúrgueres, salgados e bebidas alcoólicas nas horas que antecedem a partida.

A gordura retarda o esvaziamento do estômago e pode provocar sensação de peso, enquanto o álcool compromete a hidratação, a coordenação motora e a capacidade de recuperação do organismo.

Além disso, alimentos muito condimentados, bebidas gaseificadas e excesso de fibras também podem causar desconfortos gastrointestinais.

“Refeições muito volumosas ou alimentos que o atleta não está acostumado a consumir aumentam o risco de mal-estar e podem atrapalhar o desempenho em campo”, alerta a endocrinologista.

Por isso, a estratégia mais segura é apostar em alimentos já conhecidos pelo organismo, priorizando carboidratos, hidratação adequada e refeições equilibradas para garantir energia do início ao fim da partida.

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