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Saúde

Mudanças no ciclo menstrual pós vacina são passageiras, diz estudo

Especialista da Imperial College London afirma que mudanças passageiras no ciclo menstrual podem ocorrer após vacina contra Covid-19

27/01/2022 14:45, atualizado 27/01/2022 14:48
Getty Images
imagem colorida de sangue de menstruação - Metrópoles

Em um editorial publicado nessa quarta-feira (26/1) na revista científica British Medical Journal (BMJ), uma das mais conceituadas do mundo, a pesquisadora Victoria Male, do Imperial College London, do Reino Unido, afirma que pequenas mudanças no ciclo menstrual podem ocorrer após vacina contra a Covid-19, mas são passageiras.

Male é especialista em imunologia reprodutiva. De acordo com a pesquisadora, foram analisados estudos conduzidos nos Estados Unidos e na Noruega que acompanharam os ciclos de 4 mil mulheres usando um aplicativo de monitoramento. O resultado apontou históricos de menstruações com fluxo mais intenso ​​ou atrasadas depois da segunda dose de vacina. Não foi registrada mudança após a primeira injeção.

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A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido (MHRA, na sigla em inglês) diz que não há evidências de que as vacinas contra Covid-19 afetem a capacidade de ter filhos. A especialista do Imperial College também enfatiza que, embora ocorram alterações, os imunizantes não causam infertilidade.

“Mudanças no ciclo menstrual ocorrem após a vacinação, mas são pequenas em comparação à variação natural e são revertidas rapidamente”, diz Male.

Reclamações comuns

O monitoramento mostrou que mulheres que receberam duas doses do imunizante dentro do mesmo ciclo tiveram um atraso menstrual médio de dois dias. Contudo, segundo a pesquisadora, a mudança era improvável nas mulheres no Reino Unido, onde a diferença entre as doses é de cerca de oito semanas, como no Brasil.

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A duração do ciclo de uma em cada 10 mulheres mudou em mais de oito dias — em comparação com uma em cada 25 mulheres não vacinadas —, mas depois de apenas dois ciclos, a menstruação voltou ao normal. Quase 40% das mulheres observaram pelo menos uma alteração, sendo que a reclamação mais comum foi um fluxo mais intenso que o normal.