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Jovem descobre meningite bacteriana após sentir dor de cabeça forte

Diagnosticada tardiamente com bactéria letal no cérebro, Eliana Shaw-Lothian ignorou sintomas por achar que tinha doença menos grave

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1 de 1 Foto colorida de mulher jovem posando para foto vestida com roupa petra - Metrópoles. - Foto: Reprodução / Redes Sociais

A britânica Eliana Shaw-Lothian, de 20 anos, acreditava estar lidando com uma indisposição comum quando começou a sentir dores de cabeça fortes e febre alta em 2023, poucos dias depois de ingressar na universidade.

A jovem, natural do Reino Unido, só procurou atendimento médico depois que os sintomas se agravaram. Ela foi surpreendida com o diagnóstico de meningite bacteriana, uma infecção grave que atinge as membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal.

Ao olhar para trás, Eliana lembra ter sentido os sinais clássicos da doença antes do diagnóstico: febre persistente, rigidez no pescoço, náuseas, vômitos, confusão mental e sensibilidade à luz.

Por serem sintomas que também aparecem em condições menos graves, como viroses ou enxaquecas, ela julgou não se tratar de nada sério. A demora no reconhecimento, porém, quase custou a vida dela.


O que é a meningite?

  • A meningite é a inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal.
  • A doença é endêmica no Brasil, o que significa que casos são esperados ao longo de todo o ano, com surtos e epidemias ocorrendo ocasionalmente.
  • Em geral, a transmissão é de pessoa para pessoa, através das vias respiratórias, por gotículas e secreções do nariz e da garganta.
  • Também ocorre a transmissão fecal-oral, através da ingestão de água e alimentos contaminados e contato com fezes.
  • Os principais sintomas da meningite incluem febre alta, dor de cabeça intensa e rigidez na nuca, além de outros sintomas como náuseas, vômitos e sensibilidade à luz.
  • Em bebês, pode haver irritabilidade, dificuldade de alimentação e sonolência. Casos graves podem apresentar convulsões, confusão mental e manchas vermelhas na pele.

Ao chegar ao hospital, Eliana foi submetida a exames de imagem e análise do líquor — procedimento feito por punção lombar para identificar a presença de bactérias no sistema nervoso central.

O resultado confirmou a meningite bacteriana, e o tratamento precisou ser iniciado imediatamente. Eliana recebeu antibióticos potentes e foi internada em unidade de cuidados intensivos.

A meningite bacteriana é uma das formas mais perigosas da doença, pois, se não tratada a tempo, pode levar à morte em poucas horas. Mesmo quando o paciente sobrevive, há risco de sequelas neurológicas, como perda auditiva, dificuldades cognitivas e convulsões. Por isso, reconhecer os sinais de alerta é fundamental.

Depois de completar o tratamento no hospital, Eliana voltou para casa e ficou algumas semanas em recuperação. Ela relata que teve alguns problemas de concentração, mas logo retomou a vida universitária.

“Achei muito difícil não voltar ao normal imediatamente. Depois de algumas semanas em casa, eu me senti melhor mentalmente, mas meu corpo ainda estava se recuperando”, lembra.

A história de Eliana ressalta a importância da atenção aos sintomas. Dor de cabeça repentina e intensa, febre alta, rigidez no pescoço e alterações no nível de consciência devem ser considerados sinais de emergência médica. Quanto mais rápido for iniciado o tratamento, maiores são as chances de recuperação sem complicações graves.

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