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Saúde

Caso Parreira: sintoma mais comum de linfoma é inchaço nos gânglios

Segundo último boletim médico, Parreira está internado na UTI com inflamação pulmonar e respira com auxílio de aparelhos

19/06/2026 14:45, atualizado 19/06/2026 14:55
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Divulgação
imagem colorida de parreira enquanto sorri - MEtrópoles

O treinador brasileiro campeão pelo Brasil em 1994 Carlos Alberto Parreira, de 83 anos, segue internado em uma unidade de terapia intensiva devido a uma inflamação pulmonar. Desde 2024, o técnico enfrenta um linfoma de Hodgkin, um câncer no sistema linfático. 

Segundo comunicado divulgado nessa quinta-feira (18/6) pelo Hospital Samaritano Barra, do Rio de Janeiro, Parreira respira com auxílio de aparelhos devido a complicações em suas condições de saúde. A nota afirma que o treinador está estável e sem previsão de alta.

O que é linfoma de Hodgkin

Os linfomas impactam os linfócitos, que são as células responsáveis por proteger o corpo de infecções. Quando é de Hodgkin, a diferença do quadro está na presença da célula cancerígena Reed-Sternberg. 

Entre os principais sintomas da condição, estão aumento do gânglios linfáticos, especialmente no pescoço, nas axilas ou na virilha; febre recorrente; perda de peso não intencional e suor noturno intenso. 

Apesar de não ter causa conhecida, especialistas apontam que o contato com o vírus Epstein-Barr seja um dos principais para o desenvolvimento do câncer. “Em cerca de 20% dos casos, é possível detectar o vírus Epstein-Barr no linfoma”, afirma o hematologista Guilherme Perini, do Einstein Hospital Israelita, em São Paulo.

Segundo Perini, a doença é mais comum em pacientes jovens, entre 20 e 30 anos, porém, nos últimos anos, tem sido observado um pico de incidência em indivíduos acima dos 60 anos, como no caso de Parreira. Por outro lado, o especialista afirma que os tratamentos atuais dão um prognóstico bom para a cura do linfoma.

“Antigamente, o prognóstico do linfoma de Hodgkin no idoso era pior, em especial em casos mais avançados devido à agressividade da doença e a tolerabilidade às terapias. Isso mudou bastante com as terapias modernas. Hoje, é uma doença curável na maioria dos pacientes, mesmo nos idosos”, diz o hematologista.

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