Fiocruz: tendência de 2ª onda da Covid-19 aumenta no Rio, Maranhão e Amapá

Dados são referentes à semana que acabou no dia 25/7. Outros estados, como Amazonas, Roraima e Pará mostram estabilização após queda

Ilustração coronavírus em fundo vermelhoYanka Romão/Arte Metrópoles

atualizado 31/07/2020 21:21

Boletim semanal produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) indica que o risco de uma segunda onda de Covid-19 aumenta nos estados do Rio de Janeiro, Maranhão e Amapá. Nesses locais o primeiro pico de casos da doença foi registrado na primeira quinzena de maio; em junho houve queda constante, mas na segunda quinzena de julho o número de casos voltou a subir.

O aumento atinge também as capitais – Rio de Janeiro, São Luís e Macapá, respectivamente. A análise consta no Boletim InfoGripe referente à semana epidemiológica 30 (de 19 a 25/7). O estudo tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-gripe) até 28/7.

Segundo o boletim, o número de novos casos semanais de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país estabilizou, mas os valores ainda estão em nível considerado muito alto. Os dados de SRAG estão associados à Covid-19, já que, entre as ocorrências com resultado positivo para os vírus respiratórios, 96,7% dos casos e 99,1% dos óbitos ocorreram por conta do coronavírus.

Entre os demais estados e municípios brasileiros, Fortaleza apresenta sinal de estabilização, com sinal fraco de possível retomada do crescimento, e Rondônia manteve crescimento lento.

O Paraná indica estabilização após período de crescimento; Amazonas, Roraima e Pará mostram estabilização após período de queda. Apresentam tendência de queda, após período de estabilização, Paraíba, Minas Gerais e Distrito Federal. “Em Minas Gerais e Distrito Federal, o sinal ainda é fraco, sendo recomendada reavaliação no próximo boletim para confirmação”, afirmou o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe. “Como sinalizado nos boletins anteriores, a situação nas regiões e estados do país é bastante heterogênea. Portanto, o dado nacional não é um bom indicador para definição de ações locais”, disse.

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