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Saúde

Segunda onda de coronavírus na China? OMS acredita que ainda não

Novos casos na China acenderam o alerta sobre uma nova fase da doença em países que já tinham controlado a epidemia

Juliana Contaifer19/06/2020 15:56, atualizado 19/06/2020 15:58
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Arte/Metrópoles
coronavírus nas ameeicas

Nesta semana, uma nova alta na quantidade de casos novos de coronavírus na China chamou a atenção da comunidade internacional. Assustado com a possibilidade de uma nova onda da epidemia, o governo do país decretou lockdown na região onde estavam aparecendo infectados e até cancelou cerca de dois mil voos para evitar que a doença se espalhasse ainda mais.

Questionados sobre a chance de a Covid-19 voltar a assolar países que estão em um momento de queda na curva epidemiológica, os diretores da Organização Mundial de Saúde (OMS) explicaram em coletiva, nesta sexta-feira (19/06)  que o caso de China parece ser, na verdade, um “cluster”, uma espécie de bolha de contágio que ainda não se espalhou para o resto do país.

“Não há uma definição específica para o que é uma segunda onda, mas é o que enxergamos com o influenza todos os anos: um país consegue não só abaixar o número de casos como controlar totalmente a epidemia, mas percebe um aumento um tempo depois”, explica Michael Ryan, diretor de emergências da entidade.

No caso do coronavírus, ele enxerga os novos surtos como “clusters”, que aconteceriam quando o pico já passou, mas o local ainda não controlou a epidemia. “Este momento depende do quão forte é o controle da doença“, afirma. Para Ryan, o governo local deve identificar rapidamente a fonte dos novos casos e isolá-la para evitar que o contágio de multiplique e seja necessário um novo lockdown em grandes proporções.

Foi o que aconteceu na China e na Alemanha, onde pequenos focos de infecção foram suprimidos rapidamente com a identificação precoce dos novos casos.

A OMS lembra que, sabendo que provavelmente “clusters” aparecerão mesmo depois do pico da epidemia, o sistema de saúde deve estar preparado para lidar com a demanda. “Precisamos usar o tempo de forma inteligente para saber se o sistema está pronto para perceber esse novo foco e receber os pacientes. A maior parte da população ainda está suscetível à infecção e, se não tivermos cuidado, o surto pode evoluir”, diz Maria Van Kerkhove, epidemiologista responsável pela resposta da entidade à epidemia do coronavírus.

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Feature China/Barcroft Media via Getty Images
Trabalhador de equipe médica pelas ruas de Wuhan, na China
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Feature China/Barcroft Media via Getty Images

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