Expansão: estudo da vacina de Oxford no Brasil terá o dobro de voluntários

Mais três cidades entrarão na pesquisa clínica, que chegará aos 10 mil participantes no país. Objetivo é agilizar o processo

atualizado 14/09/2020 20:52

vacina sendo aplicadaistock

Com a retomada dos testes da vacina de Oxford contra a Covid-19 no Brasil, o número de voluntários que participará dos testes deve dobrar. A princípio, seriam 5 mil participantes — agora, devem chegar aos 10 mil.

A mudança depende ainda da aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas já foi aprovada pelo Comitê Nacional de Ética e Pesquisa (Conep).

A lista de cidades a receber o estudo clínico também aumentará: além de Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Salvador (BA), que já faziam parte da pesquisa, serão adicionadas Natal (RN), Santa Maria (RS) e Porto Alegre (RS). Os novos centros de pesquisa já estão prontos e pretendem começar o recrutamento de voluntários na próxima semana.

A coordenadora dos ensaios clínicos da vacina de Oxford no Brasil, Sue Ann Costa Clemens, afirma, ao jornal O Globo, que cada cidade poderá imunizar quantos voluntários conseguir, até atingir o limite máximo de 10 mil pessoas.

“Com o aumento do número de recrutados, aumentamos as chances de provar a eficácia da vacina e trazê-la mais rápido para a população”, explica.

Aposta brasileira

A vacina desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford é a principal aposta do Governo Federal e uma das mais avançadas do mundo. O imunizante apresentou, até o momento, bons resultados em termos de eficácia e segurança.

O Ministério da Saúde já fechou um acordo com a indústria para adquirir 100 milhões de doses e recebê-las no fim de dezembro ou começo de janeiro de 2021. O titular da pasta, Eduardo Pazuello, afirmou que espera começar a vacinar toda a população no fim de janeiro.

Acordo de segurança

Em comunicado emitido na última semana, a AstraZeneca afirmou ter fechado um acordo com vários laboratórios ao redor do mundo para “preservar a integridade do processo científico enquanto trabalha para cumprir os registros e as aprovações regulatórias globais das primeiras vacinas contra a Covid-19”.

Com o documento, as empresas se comprometem a seguir as diretrizes estabelecidas por autoridades regulatórias especializadas para manter o rigor e a segurança das vacinas.

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