Uma dieta vegetariana pode favorecer o ganho de massa muscular quando combinada a musculação e ingestão suficiente de proteína. Um estudo com adultos de 55 anos ou mais encontrou melhorias tanto entre participantes que seguiram uma alimentação sem carne quanto entre aqueles que consumiram o alimento, embora o aumento médio de massa magra nos braços e nas pernas tenha sido maior para os onívoros.
Publicado na revista The American Journal of Clinical Nutrition, o trabalho foi conduzido nos Países Baixos com participação da Universidade de Ciências Aplicadas de Amsterdã.
A pesquisa distribuiu aleatoriamente 108 participantes entre duas dietas. A vegetariana permitia ovos e laticínios, mas excluía carnes e peixes, enquanto a onívora incluía alimentos vegetais e animais.
Os alimentos eram escolhidos pelos próprios participantes, seguindo as orientações recebidas. Ao todo, 96 pessoas concluíram a intervenção. Os principais resultados foram:
Massa muscular: o aumento médio nos braços e nas pernas foi de 380 gramas entre vegetarianos e 660 gramas entre onívoros, aproximadamente 70% maior no segundo grupo.
Força e desempenho: ambos melhoraram no exercício de leg press e no teste de levantar da cadeira, sem diferença estatisticamente significativa entre as dietas.
Proteína: os dois grupos atingiram a meta em média, mas os onívoros consumiram uma quantidade maior.
Melhores dietas para comer saudável
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Dieta Dash – A sigla significa, em português, Métodos para Combater a Hipertensão e foca não só em diminuir a quantidade de sódio ingerida, mas em alimentos ricos em proteínas, fibras, potássio, magnésio e cálcio. A dieta tem 20 anos e é reconhecida por várias publicações científicas pela eficiência em reduzir a pressão arterial e controlar o peso
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Dieta Mediterrânea – Baseada em alimentos frescos, escolhidos conforme a estação do ano, e naturais, é interessante por permitir consumo moderado de vinho, leite e queijo. O cardápio é tradicional na Itália, Grécia e Espanha, usa bastante peixe e azeite, e, desde 2010, é considerado patrimônio imaterial da humanidade. Além de ajudar a perder peso, diminui o risco de doenças cardiovasculares
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Dieta Flexitariana – Sugere uma redução de até 70% do consumo de carne, substituindo a proteína animal por vegetais, frutas, sementes, castanhas e cereais. Com o regime, o organismo ficaria mais bem nutrido e funcionaria melhor. É recomendado começar trocando a carne vermelha por frango ou peixe e procurar um nutricionista para acompanhar a necessidade de suplementação de vitamina B12, encontrada em alimentos de origem animal
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Dieta MIND – Inspirada nas dietas Mediterrânea e Dash, a MIND é feita especificamente para otimizar a saúde do cérebro, cortando qualquer alimento que possa afetar o órgão e focando em nozes, vegetais folhosos e algumas frutas. Um estudo feito pelo Instituto Nacional de Envelhecimento dos Estados Unidos descobriu que os pacientes que seguiram a dieta diminuíram o risco de Alzheimer de 35% a 53%, de acordo com a disciplina para seguir as recomendações
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Dieta TLC – Criada pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, pretende cortar o colesterol para melhorar a alimentação dos pacientes. São permitidos vegetais, frutas, pães integrais, cereais, macarrão integral e carnes magras. Há variações de acordo com cada objetivo, como melhorar o colesterol e perder peso
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Dieta Nórdica – Como o nome sugere, a dieta é baseada na culinária de países nórdicos e dá bastante enfoque ao consumo de peixes (salmão, arenque e cavala), legumes, grãos integrais, laticínios, nozes e vegetais, além de óleo de canola no lugar do azeite. Segundo a OMS, o regime reduz o risco de câncer, diabetes e doenças cardiovasculares
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Dieta Volumétrica – Criada pela nutricionista Barbara Rolls, a ideia é diminuir a quantidade de caloria das refeições, mas mantendo o volume de alimentos ingeridos. São usados alimentos integrais, frutas e verduras que proporcionam saciedade e as comidas são divididas pela densidade energética
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Vigilantes do Peso – O programa existe há mais de 50 anos e estabelece uma quantidade de pontos para cada tipo de alimento e uma meta máxima diária para cada pessoa, que pode criar o próprio cardápio dentro das orientações. Além disso, há o incentivo a atividades físicas e encontros entre os participantes para trocar experiências
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Dieta Mayo Clinic – Publicada em 2017 pelos médicos da Mayo Clinic, um dos hospitais mais reconhecidos dos Estados Unidos, o programa é dividido em duas partes: perca e viva. Na primeira etapa, 15 hábitos são revistos para garantir que o paciente não desista e frutas e vegetais são liberados. Em seguida, aprende-se quantas calorias devem ser ingeridas e onde encontrá-las. Nenhum grupo alimentar está eliminado e tudo funciona com equilíbrio
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Dieta Asiática – O continente é enorme, mas há traços comuns na gastronomia de toda a região. Uma ONG de Boston definiu uma pirâmide alimentar baseada nos costumes orientais: vegetais, frutas, castanhas, sementes, legumes e cereais integrais, assim como soja, peixe e frutos do mar são muito usados, enquanto laticínios, ovos e outros óleos podem ser consumidos em menor frequência. A dieta pede também pelo menos seis copos de água ou chá por dia, e saquê, vinho e cerveja podem ser degustados com moderação
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A diferença exige cautela
Embora os dois grupos tenham ganhado massa muscular, a pesquisa não conseguiu confirmar que a dieta vegetariana apresentou um resultado semelhante ao da alimentação com carne.
Isso, porém, não significa que a carne, isoladamente, tenha causado ganho maior, porque a quantidade de proteína consumida pelos dois grupos também foi diferente.
Os pesquisadores destacam que uma alimentação predominantemente vegetal pode apoiar melhorias musculares, desde que forneça proteína suficiente e seja acompanhada de treino.
A amostra era formada principalmente por pessoas brancas, relativamente saudáveis e com alta escolaridade, o que limita a aplicação dos resultados a outras populações.