Erasmo Carlos tratava síndrome edemigênica. Entenda o que é a condição

Cantor e compositor Erasmo Carlos faleceu nesta terça. Ele havia passado por uma infecção pulmonar recente e foi internado com edema

atualizado

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Erasmo Carlos sorrindo com blusa preta e cabelos brancos - Metrópoles
1 de 1 Erasmo Carlos sorrindo com blusa preta e cabelos brancos - Metrópoles - Foto: Divulgação/TV Globo

Erasmo Carlos, ícone da música brasileira e um dos pioneiros do rock nacional, morreu nesta terça-feira (22/11), aos 81 anos. Ele estava internado no Hospital Barra D’or, no Rio de Janeiro. Embora a causa da morte ainda não tenha sido divulgada, o compositor vinha passando por uma série de problemas de saúde.

No início de novembro, Erasmo recebeu alta após passar nove dias internado com um quadro de edema pulmonar, que é um inchaço no órgão causado pelo acúmulo de líquidos. Quando não tratado, o edema pode fazer o líquido se desprender dos tecidos e causar a morte do paciente.

Enquanto estava internado, houve boatos de que o cantor havia morrido. Mas ele desmentiu a informação com muito humor, fazendo uma publicação no Instagram e parafraseando o cantor Belchior: “Esse ano eu não morro”.

Síndrome edemigênica

O Tremendão também sofria também de síndrome edemigênica, uma doença que ocorre quando há um desequilíbrio nos componentes químicos do organismo.

“Quando acontece o desequilibrio, há acúmulo anormal de líquidos dentro dos tecidos do corpo. A síndrome geralmente está relacionada a alterações no coração, rins ou no fígado, e o excesso de líquido leva à sobrecarga do sistema. O edema pulmonar costuma ser a principal causa de morte súbita em pacientes com a síndrome edemigênica, porque leva à insuficiência respiratória”, explica a médica pneumologista Grasielle Santana, do Hospital Santa Lúcia.

A especialista explica que a síndrome, em si, não leva à morte. Um indivíduo com a condição pode viver normalmente, desde que siga recomendações como restrição hídrica (ou seja, beber uma quantidade menor de água, sob recomendação médica) e ingerir diuréticos. Além disso, o paciente tratar o órgão onde há maior acúmulo de líquidos.

O pneumologista Caio Fernandes, da Comissão de Circulação Pulmonar da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), explica que a síndrome afeta alguns órgãos específicos.

“O acúmulo de líquidos tende a atingir principalmente o pulmão. Com o líquido acumulado, o organismo não consegue oxigenar bem o sangue, trazendo problemas para todo o corpo”, explica.

Existem várias causas para o surgimento da síndrome edemigênica, como o mal funcionamento de um órgão (como rins e coração) ou complicações causadas por algumas doenças.

O risco dos edemas

Os edemas podem ou não ser graves, dependendo do local onde houve acúmulo de líquidos, e podem afetar todo o órgão acometido ou parte dele. Grasielle explica que o edema agudo, que provavelmente acometeu Erasmo, pode levar à morte devido à dificuldade de trocas gasosas nos pulmões.

“No edema agudo de pulmão, é preciso fazer o tratamento imediato. O paciente tende a ter falta de ar e pode apresentar espuma rosada na boca. Ele deve ser levado a um pronto-socorro, onde os médicos fazem manobras com respiradores e usam diuréticos para liberar o líquido acumulado”, ensina.

De acordo com informações do Hospital Sírio-Libanês, o edema pulmonar nem sempre é evitável, mas o risco costuma estar relacionado a problemas cardíacos. Medidas como evitar fumar, manter o peso sob controle, praticar atividades físicas, medir a pressão arterial e controlar o nível de colesterol podem evitar a situação.

O cantor e compositor também tinha histórico de câncer. Em junho de 2021, ele terminou o tratamento de um tumor no fígado diagnosticado quatro anos antes.

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