Entidade médica desmente Bolsonaro sobre relação entre vacina e HIV

O presidente afirmou durante uma live que pessoas completamente imunizadas contra Covi-19 estariam desenvolvendo Aids mais rápido

atualizado 24/10/2021 19:12

Bolsonaro falando em live e interprete de libras ao ladoFacebook/Reprodução

A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) divulgou uma nota afirmando que “não se conhece nenhuma relação entre qualquer vacina contra a Covid-19 e o desenvolvimento de Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (HIV/Aids)”. O documento divulgado neste domingo (24/10) desmente a fala do presidente Jair Bolsonaro durante a live semanal na última quinta-feira (21/10).

Durante a exibição, ele pega uma folha e diz que vai comentar notícias. “Mas não é apenas notícias de jornal, nós checamos a veracidade aqui”, afirma. Na sequência, ele lê uma folha que parece ter sido impressa de um site, e aponta a relação entre a vacina contra Covid-19 e o desenvolvimento da Aids. 

“Relatórios oficiais do governo do Reino Unido sugerem que os totalmente vacinados, (ou seja,) aqueles com 15 dias após a segunda dose, estão desenvolvendo a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (Aids) muito mais rápido que o previsto”, leu. Em seguida, ele recomendou a leitura da matéria e disse que não o faria porque poderia ter problemas. 

Após repercussão da live, o governo britânico e especialistas desmentiram o caso. Assim como fez oficialmente a SBI neste domingo. “Repudiamos toda e qualquer notícia falsa que circule e faça menção a esta associação inexistente”, afirmaram. 

No texto, a instituição ressalta ainda que as pessoas que vivem com HIV/Aids devem tomar as duas doses da vacina. Além disso, destacam que quem pertence a esse grupo também precisa tomar a dose de reforço (terceira dose) após 28 dias da segunda. 

Nota da Sociedade Brasileira de Infectologia 24.10
Leia a nota na íntegra

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