Embolia gasosa: entenda o que agravou quadro de Paulo Gustavo

Problema grave no sistema circulatório prejudicou ainda mais o quadro de saúde do ator internado em razão da Covid-19

atualizado 04/05/2021 22:53

Paulo GustavoDivulgação/Globo

No início da noite desta terça-feira (4/5), a equipe médica que atende o ator Paulo Gustavo, de 42 anos, divulgou boletim médico dizendo que o quadro do paciente era irreversível. Por volta das 22h, em novo comunicado distribuído à imprensa, a morte do humorista foi confirmada. De acordo com os profissionais de saúde, o estado de saúde foi agravado por uma “embolia gasosa disseminada”.

A embolia gasosa é um problema grave no sistema circulatório que acontece quando bolhas de ar entram na circulação sanguínea do paciente. Isso faz com que haja obstruções na passagem do sangue, que terminam por ocasionar problemas de oxigenação das células de outros órgãos.

Ao contrário de obstruções provocadas por trombos ou coágulos – que são comuns em quadros graves de Covid-19 e podem ser resolvidas com anticoagulantes, a embolia gasosa é mais difícil de ser tratada. Seria necessário corrigir o ponto onde houve o escape de ar para a corrente sanguínea com um procedimento cirúrgico para que houvesse chances de se controlar a situação.

No caso do ator Paulo Gustavo, a “embolia gasosa disseminada” teria surgido a partir de uma “fístula bonquíolo-venosa” – o que significa a ruptura de uma membrana na região dos brônquios que possibilitou a comunicação indevida entre o ar do sistema respiratório e o sangue do sistema circulatório.

A embolia gasosa não está entre os problemas relacionados diretamente à Covid-19. De acordo com o pneumologista Arthur Feltrin, ouvido pela BBC, é provável que o problema circulatório tenha acontecido em consequência dos métodos anteriores de tratamento que, muitas vezes, precisam ser executados para dar suporte à vida de pacientes graves como, por exemplo, a ventilação mecânica ou a circulação extracorpórea.

Internação
O ator Paulo Gustavo foi internado em um hospital particular do Rio de Janeiro em 13 de março. À época, a assessoria do artista informou que a hospitalização se deu por conta de uma recomendação médica, mas que ele estava bem. Contudo, nove dias depois, Paulo Gustavo precisou ser intubado “para ser tratado de forma mais segura”, de acordo com nota divulgada na ocasião.

Nos dias seguintes, após oscilar entre sutis melhoras e pioras, o ator precisou ser submetido à terapia por Oxigenação por Membrana Extracorpórea (Ecmo). O procedimento substitui a atuação do coração e dos pulmões artificialmente.

No dia 3 de abril, Paulo Gustavo passou por uma pleuroscopia. Foi através desse procedimento que a equipe médica identificou a fístula bronco-pleural.

Veja o boletim médico divulgado nesta terça-feira (4/5):

COMUNICADO

Internado desde 13 de março, no Rio de Janeiro, com quadro de COVID-19, Paulo Gustavo permanece no Serviço de Terapia Intensiva.

A equipe médica acaba de emitir novo boletim divulgado pela assessoria de imprensa do ator:

“Após a constatação da embolia gasosa disseminada ocorrida no último domingo, em decorrência de fístula brônquio-venosa, o estado de saúde do paciente vem deteriorando de forma importante.
Apesar da irreversibilidade do quadro, o paciente ainda se encontra com sinais vitais presentes.”

A família do ator continua agradecendo todo o carinho e pedindo orações dirigidas ao Paulo Gustavo, assim como às demais pessoas acometidas por essa doença terrível.

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