Edital dá até R$900 mil para pesquisas brasileiras sobre doenças raras

Parceria entre o Instituto Serrapilheira e o Instituto Jô Clemente (IJC) apoia o desenvolvimento de testes diagnósticos precoces de doenças

atualizado 29/11/2022 19:20

Foto de um pé de um bebê sendo furado para detectar doenças Divulgação

Cientistas interessados em fazer pesquisas sobre o diagnóstico precoce de doenças raras de origem genética têm até esta sexta-feira (2/11) para enviar uma pré-proposta ao Instituto Serrapilheira e o Instituto Jô Clemente (IJC) para concorrer a uma bolsa de até R$ 900 mil para financiar estudos sobre o tema.

Aproximadamente 5,5 mil doenças raras são catalogadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Elas afetam mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo. Cerca de 70% dessas disfunções têm origem genética, como as doenças lisossomais, as dos erros inatos do metabolismo e as neuromusculares.

A semelhança dos sintomas com os de doenças comuns atrasa o diagnóstico correto dos pacientes, que podem acabar fazendo tratamentos inadequados.

A iniciativa dos institutos parceiros busca fomentar a pesquisa para detecção precoce de disfunções genéticas por meio de técnicas como a coleta de sangue seco em papel filtro, método usado no Teste do Pezinho. O objetivo é que os pesquisadores desenvolvam novos exames que possam ser feitos ainda na triagem neonatal.

Edital

O edital dedicará um total de R$ 900 mil para as pesquisas – um único projeto pode conseguir até R$ 300 mil. Os recursos recebidos deverão ser usados em um período de dois anos e os selecionados terão flexibilidade para usar a verba.

“Esta é a primeira vez que o Serrapilheira mobiliza cientistas a buscarem respostas para um desafio específico e aplicado, como é o caso da busca por diagnósticos precoces de doenças raras. Por isso, ficamos contentes de nos unirmos ao IJC nessa missão”, afirma a diretora de Ciência do Instituto Serrapilheira, Cristina Caldas.

Para se inscrever no edital (disponível neste link), os candidatos devem cumprir uma série de requisitos. É preciso ter título de doutor e ter vínculo permanente com alguma instituição de ensino no Brasil.

O interessado deve ter ao menos dois artigos científicos de impacto publicados na área de doenças raras ou desenvolvimento de testes diagnósticos em sangue seco. O domínio da língua inglesa é fundamental, uma vez que apresentações e entrevistas serão conduzidas no idioma.

O edital também é aberto a sócios de empresas ou startups de base tecnológica e servidores públicos em cargos técnicos, desde que estejam realizando pesquisa em sua instituição-sede.

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