Doria garante 46 milhões de doses da vacina contra Covid-19 até dezembro

O contrato de US$ 90 milhões com a chinesa Sinovac prevê 60 milhões de doses até fevereiro e transferência da tecnologia para o Butantan

atualizado 30/09/2020 15:41

Jacqueline Lisboa/Especial Metrópoles

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), assinou nesta quarta-feira (30/9) um contrato com a farmacêutica chinesa Sinovac Biontech que prevê o fornecimento de 60 milhões de doses da vacina CoronaVac ao estado, das quais 46 milhões enviadas até dezembro.

A expectativa é de que os profissionais de saúde – primeiros da fila de imunização – recebam a primeira dose a partir de 15 de dezembro. Outras 14 milhões de doses serão enviadas para São Paulo até fevereiro.

As primeiras 6 milhões de doses do imunizante devem chegar a São Paulo em outubro, mas permanecerão guardadas até a divulgação dos resultados do estudo de fase 3 no país e a regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Os testes seguem até 15 de outubro. Mas estamos confiantes no resultado dessa vacina. Vamos respeitar os procedimentos de testagem, e, após aprovação da Anvisa, o início da vacinação está previsto para o dia 15 de dezembro”, disse o governador.

O contrato custará US$ 90 milhões, aproximadamente R$ 507,6 milhões, e garante também a transferência de tecnologia do imunizante ao Instituto Butantã, coordenador do estudo de testes clínicos com 13 mil voluntários no Brasil. Sete mil já receberam o imunizante.

O Distrito Federal é um dos 16 centros de pesquisa que integram a fase 3, com testes no Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB-EBSERH).

Na última quarta-feira (23/9), a Sinovac divulgou um estudo comprovando a segurança e o baixo risco de efeitos colaterais do imunizante. Até 94,7% dos 50 mil voluntários chineses que receberam imunização não sentiram efeitos colaterais.

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