Dieta mediterrânea resolve barriga de cerveja? Estudo indica que sim

Cientistas indicam que tipo específico da dieta mediterrânea queima gordura visceral quase quatro vezes mais rápido do que outros regimes

atualizado 30/11/2022 14:01

Foto colorida. Mão segura a barriga Ondacaracola Photography/Getty Images

A dieta mediterrânea verde pode ser uma nova alternativa para pessoas que desejam perder as gorduras localizadas no abdômen rapiamente. A afirmação foi feita por pesquisadores israelenses depois de analisarem quase 300 adultos obesos por 18 meses. O estudo foi publicado nessa terça-feira (29/11) na revista científica BMC Medicine.

Para a realização da pesquisa, os cientistas recrutaram 294 adultos com média de 50 anos de idade. Todos eles tinham índice de massa corporal (IMC) em 31, o que os classifica como obesos. Em seguida, todos foram divididos em três grupos e cada um recebeu um tipo de dieta diferente durante um ano e seis meses.

Dois dos grupos seguiram uma variação da dieta mediterrânea. O primeiro se alimentou com a versão verde do regime, que consiste na alimentação rica em feijões, legumes e cereais integrais, além de incluir chás e vitamina com mankai (um tipo de planta aquática asiática) diariamente.

O segundo foi orientado a seguir a dieta mediterrânea tradicional, enquanto o terceiro se alimentou de maneira saudável, mas sem restrições.

Todos os participantes realizaram exames de imagem de ressonância magnética no início e ao fim das análises para medir a quantidade de gordura visceral. Eles também foram instruídos a praticar exercícios aeróbicos e treinos de resistência três ou quatro vezes por semana, durante aproximadamente 50 minutos.

Dieta verde teve melhor resultado

No final das observações, os pesquisadores avaliaram que as medidas da circunferência da cintura e a quantidade de gordura visceral diminuiram em todos os grupos. Mas em comparação aos outros, os indivíduos que seguiram a dieta mediterrânea verde perderam mais peso – em média, houve uma diminuição de 14%, comparado a 7% com a dieta mediterrânea e 4,5% com a opção saudável.

Isso significa que um indivíduo com 50 quilos de gordura visceral, por exemplo, perderia sete quilos de gordura com a dieta verde, 3,5 quilos com a mediterrânea e 2,25 com alimentação saudável.

“A perda de peso só é um objetivo importante quando acompanhado de resultados como a redução do tecido adiposo”, afirmou a cientista Hila Zelicha, uma das autoras do estudo.

Os pesquisadores acreditam que a diminuição mais rápida do peso com a dieta mediterrânea verde seja consequência do aumento da ingestão de alimentos ricos em polifenois, como verduras e frutas. Eles desempenham função desintoxicante, protegendo o corpo contra inflamações e auxiliando no metabolismo.

Para os cientistas, o estudo mostra que a qualidade dos alimentos escolhidos é tão importante quanto o déficit calórico responsável pelo emagrecimento. Eles esperam que a pesquisa reforce a importância das boas escolhas de dieta para a perda da gordura localizada.

O problema da gordura visceral

A gordura visceral é considerada perigosa porque tende a se agregar ao longo do tempo perto dos órgãos, produzindo hormônios e substâncias químicas ligadas a doenças cardíacas, diabetes, demência e morte prematura.

O tecido adiposo visceral geralmente é encontrado na região abdominal e está associado ao consumo de alimentos ricos em gorduras, álcool e ultraprocessados. Por isso, adotar uma dieta com produtos naturais e anti-inflamatórios é essencial para auxiliar na perda de peso e da massa gorda.

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