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Saúde

Covid: 4ª dose de vacina recupera proteção gerada no auge da 3ª

Pesquisa israelense sugere que a 4ª dose apenas recupera a resposta imunológica obtida nas doses anteriores

28/02/2022 16:10, atualizado 28/02/2022 16:11
Sandro Araújo/Agência Saúde DF
GDF já aplicou 3,5 milhões de doses da vacina contra a Covid-19

A aplicação de uma quarta dose da vacina contra o coronavírus apenas restaura a proteção conquistada com uma terceira aplicação. Os resultados, divulgados por pesquisadores de Israel, sugerem que existe um teto da resposta imunológica e doses adicionais só recuperarão a proteção perdida ao longo do tempo.

O estudo analisou a aplicação de uma quarta dose das vacinas da Pfizer e da Moderna, produzidas com tecnologia de RNA mensageiro, em 274 profissionais de saúde. O trabalho em pré-print, que ainda não passou pela revisão de pares, foi publicado na plataforma MedRxiv em 15 de fevereiro.

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Ambas as marcas da vacina geraram um aumento de quase 10 vezes na produção de anticorpos neutralizantes contra a Covid dentro de duas semanas após a aplicação da quarta dose da vacina. Para a variante Ômicron, a neutralização do vírus cresceu em oito vezes, restaurando a resposta imunológica que foi obtida logo após a terceira dose.

“Globalmente, estes dados levantam a possibilidade de que a quarta dose não aumente a imunidade mas simplesmente a restaura para níveis máximos. Ainda devemos observar se a diminuição desta quarta dose será em um ritmo semelhante ao observado após a terceira dose e se será diferente entre os dois grupos de vacinas do mRNA”, indica o estudo.

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Terceira dose da vacina contra a Covid-19

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A decisão, implementada pelas secretarias de Saúde dos estados e municípios, contempla todas as pessoas acima de 18 anos, independentemente de grupo etário ou profissão
Alguns estados, no entanto, reduziram ainda mais o intervalo de uma dose da vacina contra a Covid-19 para outra, como é o caso de São Paulo
Quem tomou a vacina da Janssen, inicialmente de dose única, deverá tomar a segunda dose com dois meses de intervalo. Cinco meses depois, o indivíduo poderá tomar o reforço
Mulheres que tomaram a Janssen e, no momento atual, estão gestantes ou puérperas deverão utilizar como dose de reforço o imunizante da Pfizer
A decisão de ampliar a oferta da dose de reforço foi tomada com base em estudos da Fundação Oswaldo Cruz  (Fiocruz) em parceria com a Universidade de Oxford
O Ministério da Saúde anunciou a redução do intervalo de tempo para aplicação da terceira dose da vacina contra a Covid-19. O reforço agora pode ser tomado quatro meses após a segunda dose
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O Ministério da Saúde anunciou a redução do intervalo de tempo para aplicação da terceira dose da vacina contra a Covid-19. O reforço agora pode ser tomado quatro meses após a segunda dose

Rafaela Felicciano/Metrópoles
A decisão, implementada pelas secretarias de Saúde dos estados e municípios, contempla todas as pessoas acima de 18 anos, independentemente de grupo etário ou profissão
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A decisão, implementada pelas secretarias de Saúde dos estados e municípios, contempla todas as pessoas acima de 18 anos, independentemente de grupo etário ou profissão

Aline Massuca/ Metropoles
Alguns estados, no entanto, reduziram ainda mais o intervalo de uma dose da vacina contra a Covid-19 para outra, como é o caso de São Paulo
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Alguns estados, no entanto, reduziram ainda mais o intervalo de uma dose da vacina contra a Covid-19 para outra, como é o caso de São Paulo

Fábio Vieira/Metrópoles
Quem tomou a vacina da Janssen, inicialmente de dose única, deverá tomar a segunda dose com dois meses de intervalo. Cinco meses depois, o indivíduo poderá tomar o reforço
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Quem tomou a vacina da Janssen, inicialmente de dose única, deverá tomar a segunda dose com dois meses de intervalo. Cinco meses depois, o indivíduo poderá tomar o reforço

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Mulheres que tomaram a Janssen e, no momento atual, estão gestantes ou puérperas deverão utilizar como dose de reforço o imunizante da Pfizer
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Mulheres que tomaram a Janssen e, no momento atual, estão gestantes ou puérperas deverão utilizar como dose de reforço o imunizante da Pfizer

Gustavo Alcantara / Metropoles
A decisão de ampliar a oferta da dose de reforço foi tomada com base em estudos da Fundação Oswaldo Cruz  (Fiocruz) em parceria com a Universidade de Oxford
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A decisão de ampliar a oferta da dose de reforço foi tomada com base em estudos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a Universidade de Oxford

Igo Estrela/Metrópoles
As pesquisas informaram a necessidade de uma dose de reforço após as primeiras vacinações contra a Covid-19, incluindo para quem tomou a Janssen
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As pesquisas informaram a necessidade de uma dose de reforço após as primeiras vacinações contra a Covid-19, incluindo para quem tomou a Janssen

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Devido à variante Ômicron, órgãos de Saúde de diversos países alertam sobre importância da aplicação de doses de reforço para conter a propagação do vírus e o surgimento de novas cepas
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Devido à variante Ômicron, órgãos de Saúde de diversos países alertam sobre importância da aplicação de doses de reforço para conter a propagação do vírus e o surgimento de novas cepas

Andriy Onufriyenko/ Getty Images
Agora, o Ministério da Saúde planeja concluir, até maio de 2022, a aplicação da dose de reforço para o público-alvo em todo o país
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Agora, o Ministério da Saúde planeja concluir, até maio de 2022, a aplicação da dose de reforço para o público-alvo em todo o país

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Ômicron

Para entender os níveis de defesa imunológica contra diferentes variantes, os pesquisadores observaram testes clínicos de 25 pessoas. A terceira e quarta dose protegem mais contra a Delta, quando os resultados foram comparados com a Ômicron. Além disso, o reforço vacinal é considerado fundamental para evitar o agravamento dos casos da nova cepa.

Uma quarta aplicação pode ser um diferencial na prevenção de infecções pela Ômicron. Para imunizados com a Pfizer, a quarta dose foi 30% mais protetora contra o contágio. O resultado também foi positivo com a Moderna, tendo uma eficiência de 11%.

As descobertas indicam que o reforço vacinal com duas aplicações pode ser mais eficaz contra casos graves da Covid, incluindo as contaminações pela Ômicron. O estudo considera que uma quarta dose será benéfica para populações de maior risco, como idosos e imunossuprimidos.