Covid-19: cloroquina é ineficaz em casos leves e moderados, dizem estudos
Mais quatro pesquisas internacionais recentes mostram que remédio não faz diferença no tratamento da infecção provocada pelo coronavírus

A revista científica britânica The BMJ, uma das mais importantes do mundo, publicou, nesta sexta (15/05), mais dois estudos feitos com a cloroquina que não mostraram benefícios do medicamento contra o coronavírus, inclusive em casos leves e moderados.
Um ponto importante das conclusões é que, além de não atuar contra o vírus, a cloroquina também apresenta efeitos adversos. Em um deles, entre os 84 participantes que tomaram o remédio, 8 (10%) tiveram alterações cardíacas e, por isso, interromperam o tratamento.
Já as revistas The New England Journal of Medicine e Journal of the American Medical Association, as duas dos Estados Unidos, também publicaram resultados de outros dois estudos com o medicamento, em associação com a azitromicina, um antibiótico.

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Ver todasNão foram encontradas diferenças entre o resultado do tratamento em pacientes intubados e nem a diminuição no número de mortes em consequência da doença. Foram analisados dados de mais de mil pacientes.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Saúde e CiênciaUma das pesquisas foi feita de maneira randomizada (parte dos participantes recebeu um placebo), que é a forma mais reconhecida pela ciência de se testar um medicamento. No estudo, 75 pacientes receberam a hidroxicloroquina e 75 seguiram com o tratamento padrão. Todos passaram por exames nos dias 4, 7, 10, 14, 21 e 28 depois da infecção.
Entre os participantes, 109 tiveram resultados negativos para coronavírus antes do 28º dia: 56 do grupo que usou o tratamento padrão e 53 entre os que tomaram a cloroquina. A proximidade dos números mostra que o uso do medicamento não fez diferença — os cientistas relataram ainda que algumas pessoas que tomaram a cloroquina apresentaram efeitos adversos gastrointestinais.



