Coronavírus: o que é, como prevenir, sintomas e tratamento

A velocidade de disseminação na China e o fato de já ter alcançado outros países transformou o novo vírus em preocupação mundial

atualizado 26/02/2020 18:59

Geovien So/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

Com a confirmação de um caso de coronavírus no Brasil na manhã desta quarta-feira (26/02/2020), a doença se tornou o assunto principal deste pós-carnaval. Ainda não há provas de que o vírus esteja circulando no país — o homem de 61 anos que teve o diagnóstico confirmado esteve na Itália, onde 11 pessoas já morreram por conta da doença, e provavelmente se infectou lá. Porém, para evitar a disseminação do coronavírus, o Ministério da Saúde aposta em informação, disseminando medidas de prevenção e sintomas para que prováveis casos saibam como proceder.

Em entrevista ao Metrópoles, o sanitarista brasileiro Jarbas Barbosa, que participa da frente de combate internacional ao novo vírus, afirmou que todos os países devem estar preparados para receber casos da doença. Existe a certeza de que, mais cedo ou mais tarde, casos serão relatados, portanto, a melhor atitude é azeitar os sistemas de saúde internos para identificar os casos suspeitos, tomar as medidas necessárias para que a doença não se propague e tratar os pacientes.

Esclareça abaixo algumas dúvidas importantes sobre a doença do momento:

Transmissão
As investigações sobre transmissão do novo coronavírus ainda estão em andamento, mas a disseminação de pessoa para pessoa, ou seja, a contaminação por contato, está ocorrendo. Alguns vírus são altamente contagiosos (como sarampo), enquanto outros são menos. Ainda não está claro com que facilidade o novo coronavírus se espalha de pessoa para pessoa.

Apesar disso, a transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como:

– gotículas de saliva;
– espirro;
– tosse;
– catarro;
– contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão;
– contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

O vírus pode ficar incubado por duas semanas, período em que os primeiros sintomas levam para aparecer desde a infecção.

Casos suspeitos
São considerados casos suspeitos da doença – situação em que a investigação epidemiológica para coronavírus é iniciada:

Situação 1: Pessoas que apresentem febre e pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar) e histórico de viagem para área com transmissão local, de acordo com a OMS, nos últimos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais ou sintomas;

Situação 2: Febre e pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar) e histórico de contato próximo de caso suspeito para o coronavírus nos últimos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais ou sintomas;

Situação 3: Febre ou pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar) e contato próximo de caso confirmado de coronavírus em laboratório, nos últimos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais ou sintomas.

Os casos suspeitos devem ser mantidos em isolamento enquanto houver sinais e sintomas clínicos. Casos descartados laboratorialmente, independente dos sintomas, podem ser retirados do isolamento.

Para que casos suspeitos evoluam para confirmados, são feitos exames laboratoriais que começam com um painel viral para as gripes mais comuns e seguem até a análise genômica do vírus.

Sintomas
Os sinais e sintomas clínicos do novo coronavírus são principalmente respiratórios, semelhantes a um resfriado. Podem, também, causar infecção do trato respiratório inferior, como as pneumonias.

  • febre;
  • tosse;
  • dificuldade para respirar.

Tratamento
Não existe tratamento específico para infecções causadas por coronavírus humano. No caso do novo coronavírus é indicado repouso e consumo de bastante água, além de algumas medidas adotadas para aliviar os sintomas, conforme cada caso, como, por exemplo:

  • uso de medicamento para dor e febre (antitérmicos e analgésicos);
  • uso de umidificador no quarto ou tomar banho quente para auxiliar no alívio da dor de garanta e tosse.

Assim que os primeiros sintomas surgirem, é fundamental procurar ajuda médica imediata para confirmar diagnóstico e iniciar o tratamento.

Como prevenir
O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo coronavírus. Entre as medidas estão:

  • evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas;
  • realizar lavagem frequente das mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente;
  • utilizar lenço descartável para higiene nasal;
  • cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
  • evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
  • higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
  • não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
  • manter os ambientes bem ventilados;
  • evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença;
  • evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (máscara cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).

(Com informações do Ministério da Saúde

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