Para o coração, qualidade do alimento é mais importante que quantidade

Segundo um novo estudo, obter a quantidade certa de compostos bons para o coração depende da qualidade do alimento e não da quantidade

atualizado

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Fonte de proteína vegana. Prato Buddha bowl, abacate, pimentão, tomate, pepino, repolho roxo, grão-de-bico, salada de alface fresca e nozes, castanhas e feijão. Alimentação vegetariana saudável, superalimento. Alimentos vistos de cima. Metrópoles
1 de 1 Fonte de proteína vegana. Prato Buddha bowl, abacate, pimentão, tomate, pepino, repolho roxo, grão-de-bico, salada de alface fresca e nozes, castanhas e feijão. Alimentação vegetariana saudável, superalimento. Alimentos vistos de cima. Metrópoles - Foto: Magnific

Sabe aquele ditado “qualidade é melhor que quantidade”? Quando o assunto é alimentação saudável para o coração, ele se encaixa muito bem. Quem afirma é um novo estudo realizado por pesquisadores internacionais. A explicação tem ligação com os flavonóis, compostos bioativos presentes em frutas e vegetais que ajudam a saúde cardiovascular.

Quando consumidos de maneira suficiente e não em grandes quantidades, o poder anti-inflamatório e antioxidante das substâncias entra em ação, protegendo um dos órgãos mais importantes do corpo. Por outro lado, no estudo foi descoberto que menos de uma a cada cinco pessoas ingere a porção correta do composto em suas refeições. 

“A maioria das pessoas presume que comer muitas frutas e vegetais já resolve isso, mas o que esta pesquisa demonstra é que as escolhas específicas que você faz importam muito mais do que a quantidade total. Incluir um punhado de amoras, uma maçã inteira ou tomar uma xícara de chá verde junto com a refeição pode fazer uma grande diferença na quantidade desses compostos benéficos que você realmente consome e absorve da dieta”, afirma o autor principal do artigo, Javier Ottavian, em comunicado.

A descoberta foi liderada pela Universidade de Reading, no Reino Unido, em parceria com a Escola de Medicina de Harvard e a Universidade da Califórnia em Davis, ambos nos Estados Unidos. Os resultados foram publicados na revista Food and Function nessa segunda-feira (8/6).

Diante dos achados, os pesquisadores orientam ser necessário uma readequação das recomendações nutricionais. Segundo eles, mesmo os participantes do estudo que seguiam o Guia Alimentar Eatwell do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido ficavam abaixo dos níveis adequados de consumo de flavonóis.

De acordo com o levantamento, entre as opções que mais fornecem o composto, estão:

  • Ameixa;
  • Amora;
  • Chá verde;
  • Fava;
  • Cereja;
  • Maçã com casca;
  • Mirtilo;
  • Feijão carioca.

Diferentes frutas e vegetais oferecem benefícios nutricionais muito distintos, além de vitaminas e minerais, e à medida que nossa compreensão desses compostos aumenta, surge uma oportunidade real de tornar as orientações dietéticas mais específicas e eficazes”, defende um dos autores da pesquisa, Gunter Kuhnle.

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