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Saúde

Contrato impede Argentina de vender doses das vacinas de Oxford para o Brasil

As doses produzidas na fábrica da Argentina devem ser enviadas para os países vizinhos, enquanto o Brasil segue esperando liberação da China

Bethânia Nunes22/01/2021 11:08
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Gareth Fuller - WPA Pool / Getty Images
ampola da vacina de oxford

Um contrato feito entre a AstraZeneca e a Argentina permite que o país produza até 100 milhões de doses do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) para a produção de vacinas contra o novo coronavírus — quantidade suficiente para suprir a demanda inicial do Plano Nacional de Imunização contra a Covid-19.

Apesar da proximidade, o Brasil não pode importar a matéria-prima para que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) comece a fabricação das doses com a fórmula desenvolvida pela Universidade de Oxford com a farmacêutica. O país depende do IFA produzido na China.

Segundo explicações extraoficiais divulgadas pelo jornal Estadão, por causa da alta demanda do Brasil — que precisa de 100 milhões de doses para imunizar os quatro primeiros grupos prioritários —, ficou acertado que o país importaria os insumos da China, uma vez que o país asiático tem maior capacidade produtiva.

À Argentina coube a produção do IFA para outras 100 milhões de doses que serão destinadas para todos os outros países da América Latina que obtiveram a aprovação para o uso da vacina. Ou seja, a decisão foi tomada inicialmente com base na capacidade produtiva de cada fábrica e a logística de transporte.

Importação da China

O atraso no envio do IFA produzido na China fez com que a Fiocruz adiasse de fevereiro para março a previsão de entrega das primeiras doses da vacina produzidas no Brasil, segundo um ofício encaminhado na terça-feira (19/1) ao Ministério Público Federal (MPF).

Nessa quinta-feira (21/1), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que a entrega dos insumos “ainda não está atrasada”, uma vez que o contrato com a China prevê a data limite em 31 de janeiro, e negou problemas políticos ou diplomáticos para a liberação. A falta de insumos pode paralisar a imunização contra Covid-19 no país.

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