Em tempo de calor, Carnaval e correria, é muito comum ficar com a imunidade baixa. Os sintomas são clássicos: cansaço, fadiga, aparecimento de infecções oportunistas – como herpes e resfriados –, problemas intestinais, queda de cabelo e alterações na pele. A pessoa dorme, mas não acorda descansada, apela para o café no meio da tarde, mas se sente desanimada e sem energia.

“A medicina ocidental pode ajudar, e muito, esse paciente. Por ser uma prática antiga, não se setoriza o indivíduo como ocorre hoje em dia. Tratamos como um todo. É preciso alterar o estilo de vida”, explica Marcia Yamamura, médica e diretora do Centro de Pesquisa e Estudo da Medicina Chinesa (Center AO).

Especialista nessa abordagem, ela conta que o comum é orientar a pessoa com baixa imunidade a fazer exercícios e se alimentar melhor. São conselhos importantes e válidos, mas é preciso prestar atenção à situação do indivíduo. “Temos de entender o contexto que a pessoa está envolvida. Se está vivendo um momento emocional agudo, fazer grandes alterações na rotina pode trazer ainda mais estresse e ansiedade, mexendo com a imunidade. Somos um conjunto mente e corpo”, ressalta.

Uma das armas da medicina tradicional chinesa para lidar com estados emocionais é a acupuntura. A técnica, basicamente a inserção de agulhas em locais específicos para estimular os nervos, atua na liberação de neurotransmissores que auxiliam o sistema imunológico. Outra boa dica é acrescentar na dieta alimentos com vitaminas A, C e E, ricos em ômega 3 e zinco, além de probióticos, ensina a médica. Cuidar do lado emocional, com terapia e meditação, também é importante para aumentar a imunidade.

Marcia explica que é preciso desacelerar para evitar que a baixa na imunidade se torne algo crônico. “Na correria do dia a dia, as pessoas não percebem que estão sempre cansadas. Quando notam, têm sempre como justificativa o ritmo agitado. A sociedade caminhou para um lugar que não é saudável e precisamos voltar, retomar um estilo de vida mais condizente com a saúde”, destaca.