As vantagens da medicina integrativa

Gosto de saber o que a substancia irá fazer no meu corpo, na minha mente, nas minhas emoções

atualizado 28/06/2018 22:51

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Não sei quanto a vocês, mas a mim me incomoda quando, em uma consulta medica, não me é esclarecido detalhes da prescrição de medicamentos. Normalmente quando isso acontece, o médico para chegar ao diagnostico, faz apenas perguntinhas básicas, longe de integrar corpo, mente, espirito e emoções.

Gosto de saber o que vou tomar. Gosto de saber o que a substancia irá fazer no meu corpo, na minha mente, nas minhas emoções. Gosto de saber o lado ruim do medicamento. Gosto de poder ter a chance de decidir se realmente aquele medicamento é o correto para mim.

Ás vezes o medicamento que poderá curar tal doença, traz efeitos colaterais que vai impactar em outra parte importante da minha saúde que, se eu botar na balança, não valha tanto a pena. Vou preferir um método alternativo de tratamento.

Outra queixa pessoal é em relação ao tratamento para cura de doenças. A tendência da maioria dos médicos é tratar aquela dor de estômago ou aquela dor de cabeça, sem de fato investigar o real desencadeamento daquela doença. Seria como tapar o sol com a peneira e não investigar a raiz do problema.

Com a mudança de era, sinto uma mudança na medicina e na relação médico x paciente. A chamada medicina interativa esta ai para provar. E digo mais: o médico que não se adequar à ela, ficará para trás.

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A medicina integrativa coloca o paciente no centro e aborda toda a gama de influências físicas, emocionais, mentais, sociais, espirituais e ambientais que afetam a saúde de uma pessoa. Empregando uma estratégia personalizada que considere as condições, necessidades e circunstâncias únicas do paciente, ele usa as intervenções mais apropriadas de uma série de disciplinas científicas para curar doenças e ajudar as pessoas a recuperar e manter uma saúde ideal. Já são vários centros de medicina integrativa espalhados pelo mundo, sendo que alguns princípios norteiam esse tipo de medicina:

– Paciente e praticante são parceiros no processo de cura.
– Todos os fatores que influenciam a saúde, o bem-estar e a doença são levados em consideração, incluindo a mente, o espírito e a comunidade, bem como o corpo.
– O uso apropriado de métodos convencionais e alternativos facilita a resposta de cura inata do corpo.
– Intervenções eficazes, naturais e menos invasivas, devem ser usadas sempre que possível.
– A medicina integrativa não rejeita a medicina convencional nem aceita terapias alternativas sem o devido senso crítico.
– O bom remédio é baseado em boa ciência. É orientada pela investigação e aberta a novos paradigmas.
– Juntamente com o conceito de tratamento, os conceitos mais amplos de cuidado com a saúde e prevenção de doenças são primordiais.
– Praticantes da medicina integrativa devem exemplificar seus princípios e comprometer-se com a autoexploração e o autodesenvolvimento.

Através da personalização do cuidado, a medicina integrativa vai além do tratamento dos sintomas para tratar de todas as causas de uma doença. Ao fazer isso, as necessidades imediatas de saúde do paciente, bem como os efeitos da interação complexa e de longo prazo entre as influências biológicas, comportamentais, psicossociais e ambientais, são levadas em conta.

Segundo o Duke Integrative Medicine, medicina integrativa não é o mesmo que medicina alternativa, que se refere a uma abordagem de cura que é utilizada no lugar de terapias convencionais, ou medicina complementar, que se refere a modalidades de cura que são usadas para complementar as abordagens alopáticas. Se os princípios definidores forem aplicados, o cuidado pode ser integrativo, independentemente de quais modalidades são utilizadas.

Além de abordar e tratar o (s) problema (s) de saúde imediato, bem como as causas mais profundas da doença ou enfermidade, as estratégias de medicina integrativa também se concentram na prevenção e no desenvolvimento de comportamentos e habilidades saudáveis para o autocuidado eficaz que os pacientes podem usar ao longo de suas vidas.

Entre os tipos de terapias usadas na medicina integrativa, tem a prática de mindfulness, acupuntura, yoga, terapias energéticas como reiki, técnicas de visualização mental, hipnoterapia, entre vários outros. Infelizmente, vários desses tratamentos não são cobertos por planos de saúde, sendo o mais provável que essas empresas enxerguem a necessidade o mais cedo possível e queiram caminhar de mãos dadas à evolução. Fica a dica.

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