Cientistas criam vacina contra Alzheimer que recupera memória em ratos
Imunizante estimula produção de anticorpo que destrói placas de proteína no cérebro associadas à queda de função das células do órgão

Pesquisadores da Universidade de Leicester, no Reino Unido, anunciaram, nessa segunda (15/11), que a vacina contra Alzheimer criada pela equipe apresentou bons resultados em ratos e foi capaz de inclusive reverter a demência nos animais, recuperando a memória perdida.
A terapia pioneira custaria £ 15 (cerca de R$ 110) por dose, e seria eficaz para proteger contra a doença e evitar seu avanço em pacientes contaminados. O produto entrará em teste clínico com humanos nos próximos dois anos.
O Alzheimer funciona de maneira ainda misteriosa para a comunidade científica, mas se acredita que a doença seja causada por placas de proteína que se juntam no cérebro e interferem com o funcionamento das células do órgão.

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Ver todasOs pesquisadores britânicos identificaram um anticorpo que evita que as moléculas de proteína se juntem e formem as placas. O imunizante seria responsável por desencadear a produção do anticorpo no organismo e combater as aglomerações no cérebro.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Saúde e Ciência“A pesquisa ainda está em um estágio inicial, mas se esses resultados se replicarem nos estudos clínicos com humanos, pode ser algo transformador, que abre possibilidades para não só tratar o Alzheimer quando os sintomas são detectados, mas também vacinar as pessoas antes dos primeiros sinais aparecerem”, explica o professor Mark Carr, um dos responsáveis pelo estudo, em entrevista ao jornal Daily Mail.
Estudos anteriores tentaram dissolver as placas de proteína sem sucesso em diminuir os sintomas da doença, e alguns até tiveram efeitos negativos na saúde dos participantes. Os pesquisadores britânicos encontraram outro caminho usando o anticorpo, que não destrói outros tipos de proteínas, evitando qualquer dano.
O estudo foi publicado na revista científica Molecular Psychiatry, do grupo Nature, e foi feito em parceria com uma instituição de caridade para pesquisa médica chamada LifeArc. Os cientistas procuram agora um parceiro comercial para custear o estudo clínico em humanos.



