O Alzheimer é uma doença que se apresenta como demência ou perda gradual de funções cognitivas, como a memória, a concentração, a linguagem e a capacidade de raciocínio, sintomas provocados pela morte das células cerebrais. A Associação Internacional de Alzheimer (ADI) estima que o número mundial de pessoas com a doença deve atingir 75 milhões em 2030 e 132 milhões em 2050.

Assim como outras doenças degenerativas, o Alzheimer, quando diagnosticado logo no início, pode ser tratado com medicamentos que conseguem retardar o seu desenvolvimento. A cura, entretanto, ainda não existe. “O diagnóstico precoce permite que as pessoas se planejem, especialmente quem tem a doença e sua família, que precisam entender o processo que virá”, esclarece Edson Issamu, neurologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

A doença hoje é classificada em três estágios:

Leve: compromete a vida social e profissional, mas é possível manter a independência em questões como higiene pessoal e discernimento.

Moderado: há um impacto na memória recente, na orientação e no julgamento. O isolamento e a apatia são observados e fica evidente a necessidade de auxílio para dirigir, tomar medicamentos, planejar refeições etc. Nesta fase, é comum o doente perder-se na rua, ser tomado por agitação e alucinação.

Grave/avançada: estão comprometidas atividades diárias como se alimentar, vestir, realizar higiene pessoal, sendo necessário o acompanhamento constante. Ao longo do tempo, pode apresentar rigidez muscular, deformidades posturais e incapacidade para deglutição espontânea. Já na última fase da doença, a pessoa não é mais capaz de andar.

Muitas vezes, por ser uma doença que acomete, principalmente, pessoas mais velhas, é minimizada como uma simples “caduquice”. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Alzheimer é a forma mais comum de demência, responsável por 60% a 70% dos casos. Segundo o neurologista Edson Issamu, o Alzheimer é mais comum a partir dos 65 anos, e a prevalência chega a 50% para pessoas com mais de 85 anos.

O médico explica que medidas de redução de risco da doença envolvem uma dieta equilibrada, evitar tabagismo e alcoolismo, fazer atividades físicas e de estimulação cognitiva, privilegiar a leitura, manter a vida social e evitar o estresse físico e emocional.

A medicina ainda não conseguiu chegar a conclusões sobre as causas da doença, mas fatores genéticos e problemas crônicos, como hipertensão e diabetes, além de estresse, colesterol e triglicérides elevados, obesidade e sedentarismo podem estar diretamente ligados ao seu desenvolvimento.