Banha de porco é mais saudável do que óleos vegetais

Alternativas não faltam no mercado, mas qual será a melhor opção? Saiba porque os produtos com gordura saturada não têm a fama muito boa

Maxim Zarya, IstockMaxim Zarya, Istock

atualizado 05/04/2019 13:24

Muitas pessoas ficam em dúvida sobre qual a forma mais saudável de refogar o alho, a cebola ou os legumes. Tem quem opte por azeite de oliva, óleo de canola, manteiga ou banha de porco. Mas afinal, qual desses é a melhor alternativa?

Os óleos vegetais de canola e soja são ricos em gorduras insaturadas. Já banha de porco, óleo de coco, manteiga e ghee são compostos por gorduras saturadas. “Esses últimos toleram maiores temperaturas sem oxidar e sem alterar a composição química. Por isso, eles são a melhor opção para usar no preparo de alimentos que demandam mais tempo, como bifes”, diz o nutricionista Renato França.

A banha de porco, inclusive, sempre foi bastante consumida por fazendeiros quando não havia refrigeração porque sua composição ajuda a conservar as carnes. No entanto, os produtos com gordura saturada foram adquirindo má fama no final da década de 1960, ao serem associados ao aumento do colesterol, e passaram a ser substituídos por óleos e margarinas.

Ainda assim, eles são uma opção melhor se comparados aos derivados de canola e soja, que naturalmente têm uma alta carga tóxica. De acordo com França, o processo de extração do óleo é muito ruim. A matéria-prima precisa ser submetida a altas temperaturas e, ainda, ser banhada em diferentes solventes. Ou seja, antes mesmo de ser usado na cozinha, o produto já é considerado uma opção ruim.

“Ao colocar os óleos vegetais em fogo alto, parte da gordura poliinsaturada se transforma em gordura trans, o pior tipo que existe. Quanto mais tempo o alimento ficar sob efeito dessa alta temperatura, mais ele incorpora a gordura trans”, explica o nutricionista.

França sugere o uso de azeite de oliva para quem precisa refogar rapidamente alimentos na panela e não quer utilizar nenhuma das opções citadas. Segundo ele, o azeite de oliva quando submetido por um tempo reduzido a fogo alto não sofre tanta alteração. Mas o nutricionista pondera: “Ninguém precisa abusar, porque qualquer tipo de gordura deve ser consumida em pouca quantidade, só mesmo para untar a frigideira”, finaliza.

 

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