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Saúde

Americano doa 113 litros de sangue e vira maior doador da história

Ao longo de 46 anos, Dan Ryan, de 69 anos, entrou para o Guinness após doar mais de 30 galões de sangue à Cruz Vermelha desde 1980

07/07/2026 11:46, atualizado 07/07/2026 11:50
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Reprodução / Guiness Book
Colagem feita com três fotos coloridas que mostram um único homem, mais novo e mais velho e um quadro de premiações. - Meetrópoles.

Dan Ryan, um norte-americano de 69 anos, entrou para o Guinness World Records como o homem que mais doou sangue total na história. Segundo a publicação oficial, ele doou mais de 30 galões de sangue à Cruz Vermelha, o equivalente a 113,562 litros.

A marca foi reconhecida em Malta, estado de Nova York, nos Estados Unidos, em junho de 2025. Para efeito de comparação, o Guinness explica que um adulto costuma ter entre 4,5 e 5,6 litros de sangue no corpo.

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A história começou em 1980, quando o irmão de Dan, que já era doador regular, o convenceu a participar de uma campanha de doação no prédio onde os dois trabalhavam. No início, Dan resistiu porque tinha medo de agulhas.

“Meu irmão, que era doador regular, e eu trabalhávamos no mesmo prédio. Quando houve uma campanha de doação de sangue, ele me pediu para tentar e explicou como aquilo ajudava outras pessoas e que, algum dia, eu poderia ser uma pessoa precisando”, contou ao Guinness.

O medo deu lugar ao hábito

Dan lembra que ficou nervoso na primeira doação, mas percebeu que a experiência era menos assustadora do que imaginava. A partir daquele momento, passou a doar sangue regularmente.

Em 46 anos, ele precisou fazer apenas uma pausa obrigatória de três anos, após usar medicação contra a malária. Mesmo assim, manteve a rotina por décadas e acumulou 32 broches comemorativos entregues pela Cruz Vermelha a doadores frequentes, conforme registrado até maio de 2026.

Antes de Dan Ryan, o recorde masculino de maior volume de sangue total doado pertencia a Paritosh Bagai, da Índia. A marca anterior, de 241 doações, havia sido registrada em 20 de fevereiro de 2024.

Ao perceber que já havia ultrapassado o antigo recordista, Dan iniciou o processo de inscrição no Guinness. Ele afirmou que se tornar recordista foi “inacreditável” e disse que nunca imaginou existir uma categoria para maior doador de sangue total.

Legado também chegou à família

Para Dan, o reconhecimento não é apenas pessoal. Ele afirmou que a conquista também pertence ao irmão, responsável por incentivá-lo a doar pela primeira vez.

“Eu também sinto que minhas doações e esta honra são tanto do meu irmão quanto minhas, porque nada disso teria acontecido sem ele”, disse. A história ainda inspirou a própria família: segundo Dan, a neta dele, de 20 anos, agora também quer se tornar doadora.

No Brasil, o Ministério da Saúde informa que a doação regular é essencial para manter os estoques dos hemocentros e atender situações como urgências, emergências, cirurgias de grande porte e tratamentos de doenças crônicas.

Pelas regras brasileiras, homens podem doar até quatro vezes por ano, com intervalo mínimo de 60 dias entre as doações. Mulheres podem doar até três vezes por ano, com intervalo mínimo de três meses.