Estudo: alumínio presente nas vacinas é seguro e não causa doenças

Pesquisa publicada em fevereiro de 2026 mostra que a quantidade de alumínio nas vacinas é pequena e não representa risco nenhum à saúde

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Foto colorida de pessoa com luvas de borracha segurando uma seringa de ponta laranja e agulha muito fina - Estudo: alumínio presente nas vacinas é seguro e não causa doenças - Metrópoles.
1 de 1 Foto colorida de pessoa com luvas de borracha segurando uma seringa de ponta laranja e agulha muito fina - Estudo: alumínio presente nas vacinas é seguro e não causa doenças - Metrópoles. - Foto: Unsplash

Apesar de ser usado em vacinas há quase um século, o alumínio passou a aparecer no centro de narrativas falsas que questionam a segurança dos imunizantes nos últimos anos. 

Em redes sociais e em conteúdos feitos por grupos antivacina, o alumínio é frequentemente associado — sem evidência científica — a problemas de saúde complexos, como autismo, doenças neurológicas e condições autoimunes.

Um estudo publicado em fevereiro de 2026 na revista científica Pediatrics voltou a analisar a exposição do alumínio nas vacinas ao longo da vida e reforçou o que já é consenso na comunidade científica: a quantidade utilizada é pequena e considerada segura.

A pesquisa analisou quanto de alumínio uma pessoa recebe ao tomar todas as vacinas previstas no calendário vacinal, desde o nascimento até os 18 anos. Os resultados indicam que, ao longo de toda a infância e adolescência, a quantidade total do mineral presente nas vacinas varia entre 4,14 mg e 7,47 mg.

No primeiro ano de vida, fase em que as crianças recebem mais imunizações, a quantidade é ainda menor: entre 1,96 mg e 3,38 mg. Segundo a pediatra Anna Dominguez Bohn, de São Paulo, os números são considerados baixos quando comparados a outras formas de contato com o alumínio no dia a dia.

“O alumínio é o terceiro elemento mais abundante da Terra. Ele está naturalmente presente na água, em alimentos, em fórmulas infantis e até no leite materno”, explica Anna.

A especialista ressalta ainda que uma única dose de antiácidos pediátricos, medicamentos muito usados no passado, podia conter mais alumínio do que todas as vacinas tomadas ao longo de 18 anos.

Por que o alumínio é usado nas vacinas?

Ao contrário do que muitas mensagens na internet afirmam, o alumínio presente nas vacinas não é usado como conservante e nem está ali sem função.

Ele funciona como um adjuvante, uma substância que ajuda o sistema imunológico a reagir melhor à vacina. Na prática, o alumínio faz com que o organismo reconheça o antígeno — a parte da vacina que ensina o corpo a se defender de uma doença — e produza anticorpos de forma mais eficiente.

Com a ajuda do adjuvante, é possível usar quantidades menores do antígeno e ainda assim garantir que a vacina funcione bem.

Ainda segundo a pediatra Anna, o mecanismo é especialmente importante em bebês, que ainda estão com o sistema imunológico em desenvolvimento. “O adjuvante ajuda o organismo a criar uma memória de defesa mais forte, mesmo com uma quantidade menor da substância ativa”, afirma.

O alumínio se acumula no corpo?

Outro ponto muito citado em conteúdos de desinformação é a ideia de que o alumínio das vacinas permaneceria no organismo e se acumularia com o passar do tempo. Porém, estudos mostram que o corpo não reage à substância dessa forma.

Depois que a vacina é aplicada, o alumínio permanece por um período no músculo onde ocorreu a injeção e vai sendo liberado aos poucos. Em seguida, o organismo elimina essa substância principalmente pelos rins.

“Diversos estudos mostram que esses níveis não chegam a ser detectados no sangue e ficam muito abaixo de qualquer valor considerado tóxico, inclusive em bebês prematuros”, ressalta Anna.
Imagem colorida mostra vacinação contra dengue - Estudo: alumínio presente nas vacinas é seguro e não causa doenças - Metrópoles
Alumínio presente nas vacinas é eliminado pelo organismo e não se acumula no corpo

Vacinas e autismo: hipótese já descartada

A associação entre vacinas e autismo é uma das desinformações mais persistentes na área da saúde. A hipótese ganhou fama depois de um estudo publicado no fim da década de 1990, que mais tarde foi retirado das bases científicas por apresentar falhas metodológicas muito graves.

Desde então, pesquisas diferentes de grande porte analisaram a questão. Um dos trabalhos mais abrangentes foi conduzido na Dinamarca e acompanhou mais de 1,2 milhão de crianças por meio de registros nacionais de saúde.

Publicado na revista científica Annals of Internal Medicine, o estudo não encontrou relação entre a exposição ao alumínio presente nas vacinas e o desenvolvimento de autismo, doenças autoimunes ou alergias. A pesquisa também não identificou aumento de casos de asma entre crianças vacinadas.

“Vacinas produzem adultos saudáveis. O alumínio é fundamental para a eficácia de vários imunizantes e a exposição por meio da vacinação é mínima quando comparada a outras fontes do dia a dia”, orienta a pediatra.

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