Neurologista e geriatra listam os 7 principais sintomas do Alzheimer

Especialistas explicam como identificar um quadro inicial de Alzheimer, demência que causa queda da função cognitiva

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Foto mostra modelo de cérebro humano feito com linhas e tecido - Neurocirurgiões explicam por que tratar paralisias é tão desafiador - Metrópoles
1 de 1 Foto mostra modelo de cérebro humano feito com linhas e tecido - Neurocirurgiões explicam por que tratar paralisias é tão desafiador - Metrópoles - Foto: Richard Drury/Getty Images

O tipo mais comum de demência, o Alzheimer vem se tornando cada vez mais comum com o envelhecimento da população. A doença, caracterizada pela diminuição lenta e progressiva da função mental do paciente, atinge cerca de 1,2 milhão de pessoas no Brasil e são esperados cerca de 100 mil casos a mais todos os anos.

“Os sintomas geralmente surgem a partir dos 65 anos, o que faz com que a doença seja mais comum em idosos. O Alzheimer acontece com mais frequência em mulheres, e o distúrbio provoca alterações no comportamento do paciente”, explica o neurologista João Carlos Lobato Moraes, da Clínica Censo, no Pará.

O Alzheimer é dividido em três fases: na primeira, o paciente tem falhas de memória e mudanças na personalidade; na segunda, já apresenta dificuldades para realizar atividades simples e coordenar movimentos, além de ter agitação e insônia; na última, o indivíduo mostra resistência para executar tarefas, tem dificuldade para comer e incontinência urinária e fetal.


Sintomas do Alzheimer

  • Perda de memória recente.
  • Dificuldade de realizar tarefas do cotidiano.
  • Trocar objetos de lugar.
  • Fazer a mesma pergunta várias vezes.
  • Dificuldade para dirigir e encontrar caminhos conhecidos.
  • Dificuldade para encontrar palavras que expressem ideias ou sentimentos.
  • Irritabilidade, desconfiança injustificada, agressividade, passividade, interpretações erradas de estímulos visuais ou auditivos, e tendência ao isolamento.

O Alzheimer não tem cura, mas o diagnóstico precoce é essencial para dar início a uma série de tratamentos que visam melhorar a qualidade de vida do paciente e diminuir a velocidade de desenvolvimento da doença.

Fazem parte do tratamento a reabilitação cognitiva, terapia ocupacional e controle de comorbidades como pressão alta, colesterol e diabetes.

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Como prevenir o Alzheimer?

A dica mais famosa é simples: manter o cérebro ligado e trabalhando. Por isso, atividades que estimulam a função cognitiva, como montar um quebra-cabeça, fazer palavras cruzadas, aprender uma língua nova ou como tocar um instruimento, são recomendadas. Os exercícios evitam a neurodegeneração por aumentar as conexões neurais.

A rotina também importa. “Fazer atividade física, pelo menos 150 minutos por semana, é recomendado. Estimulamos também a dieta mediterrânea, que diminui alimentos com gordura saturada e alto índice glicêmico, associando a alimentação ao consumo de castanhas, azeite, peixe e carnes magras, suco de uva integral ou um cálice de vinho, e frutas, legumes e verduras coloridos”, ensina o médico geriatra Jean Pierre de Alencar, que faz parte do conselho fiscal da Associação Brasileira de Alzheimer Regional São Paulo (ABRAz-SP).

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