Vítima de feminicídio era amiga de mulher morta arrastada na Marginal
Priscila Ribeiro Verson foi levada já morta ao hospital pelo próprio companheiro, que acabou preso sob suspeita de feminicídio
atualizado
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Priscila Ribeiro Verson, a mulher que foi levada já morta pelo próprio companheiro ao Hospital Municipal Vereador José Storopoli, no Parque Novo Mundo, zona norte de São Paulo, apresentando diversas marcas de agressão e escoriações pelo corpo, era amiga de Tainara Souza Santos, que morreu em outro feminicídio após ser arrastada na Marginal Tietê em dezembro do ano passado.
O companheiro dela, Deivit Bezerra Pereira, de 36 anos, foi preso sob suspeita de feminicídio
Priscila tinha 22 anos e deixou três filhos que tinha com o acusado: um de 6 anos, um de 4 anos e um bebê de 6 meses.
Feminicídio na zona norte
- Segundo informações da Polícia Militar, agentes foram direcionados ao Hospital Municipal Vereador José Storopolli, na região da Vila Maria, após chamado da equipe médica.
- Os profissionais do hospital relataram que a vítima, Priscila Verson, de 22 anos, apresentava sinais de violência e indícios de rigidez cadavérica quando foi levada ao local pelo suspeito.
- No carro dele, as autoridades encontraram um galão de gasolina e vestígios de sangue.
- O celular e o veículo do indiciado foram apreendidos para perícia.
- Também foram requisitados exames ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico-Legal (IML), tanto para a vítima quanto para o homem.
- O suspeito foi detido e encaminhado ao 73º Distrito Policial (Jaçanã), onde permanece preso à disposição da Justiça.
A irmã de Tainara Souza Santos, Tatiana, lamentou a morte da amiga nas redes sociais: “Mais uma conhecida, mais uma da quebrada, mais uma mãe, mais uma que foi tirada seu direito de viver, mais uma que virou estampa de camisa, pqp, até quanto mulheres vão morrer para a lei tomar uma atitude mais severa?”.
Relembre o caso Tainara
Tainara morreu na véspera do Natal, quase um mês após ser atropelada e arrastada por Douglas Alves da Silva, de 26 anos, depois que deixou um bar na zona norte de São Paulo. Ele está preso desde 30 de novembro.
Naquele dia, a jovem havia passado a madrugada em uma festa com uma amiga e um rapaz. Douglas tinha saído algumas vezes com Tainara, mas não tiveram um relacionamento sério, de acordo com a família.
Ela sobreviveu ao atropelamento, mas precisou ser internada por causa dos ferimentos graves em todo o corpo.
Câmeras de segurança flagraram o momento em que Tainara é atropelada e arrastada por Douglas Silva. Nas imagens, é possível ver que ela andava a pé com outro rapaz quando é atingida por um carro preto.
Mãe de duas crianças, uma menina de 8 e um menino de 12 anos, ela gostava de dançar e era descrita pelos amigos e familiares como uma mulher alegre e divertida.
A morte de Tainara foi confirmada pela própria mãe da vítima, Lúcia Aparecida da Silva, em uma publicação nas redes sociais.
“Oi, meus amores, boa noite. É com muita dor que venho avisar, que nossa ‘guerreirinha’ Tay nos deixou. Descansou, agradeço desde já todas as mensagens de oração, carinho e amor que vocês tiveram comigo e pela minha filha. Ela acabou de partir desse mundo cruel e está com Deus. É uma dor enorme. Mas acabou o sofrimento e agora é pedir por justiça”, disse em uma postagem no Instagram.
Tainara era torcedora do Apache Futebol Clube, time de várzea. Um bandeirão com sua foto, o nome do clube e uma mensagem foi colocado em frente à sala onde ocorreu o velório. “Você é um exemplo de força. Estamos com você”, dizia a homenagem.





























