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São Paulo

Umidade vai cair a 22% no interior do estado de SP, alerta Defesa Civil

Umidade relativa do ar deve variar entre 22% a 25% em algumas regiões do norte do estado, segundo informações da Defesa Civil

29/06/2023 09:17
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Igo Estrela/Metrópoles
Brasiliense bebe água durante o clima seco e umidade baixa em brasília DF fevereiro

São Paulo –  A umidade relativa do ar deve variar entre 22% a 25% em algumas regiões do estado de São Paulo, principalmente na faixa norte do interior, até domingo (2/7), segundo levantamento do Centro de Gerenciamento de Emergências da Defesa Civil.

Na região de Franca, a umidade relativa do ar pode atingir 22%, entrando em níveis críticos, prejudicando a qualidade do ar e aumentando o risco para incêndios.

Na região de São José do Rio Preto, a umidade relativa do ar fica em 24%. Já em Barretos, deve atingir a casa dos 25%.

“A queda na umidade deve atingir cidades das regiões do interior paulista, principalmente nas áreas da faixa norte, prejudicando a qualidade do ar. Com o ar mais seco, nossa atenção fica voltada às queimadas e problemas respiratórios”, alerta o meteorologista do CGE, William Minhoto.

Por isso, a Defesa Civil destaca que é importante durante esse período que todos se hidratem, bebam bastante água e se protejam do sol. Evitem exercícios físicos ao ar livre nos horários mais críticos do dia e usem soro nos olhos e nariz.

Para evitar incêndios, não descarte bitucas e brasas onde há vegetação e não coloque fogo em terrenos.

Frente fria

A passagem de uma frente fria, a partir desta quinta (29), vai provocar variação de nebulosidade e até mesmo precipitações na faixa leste paulista.

Além disso, como os ventos estarão soprando do quadrante sul, as temperaturas não sobem tanto e a sensação é mais amena se comparada aos últimos dias. Com esse cenário, a quantidade de água disponível na atmosfera aumentará. Mesmo assim, os pontos mais críticos continuarão sendo no norte paulista.

El Niño

Segundo Minhoto, os atuais modelos meteorológicos já indicam a presença de um El Niño, ou seja, as águas do Pacífico Leste estão mais quentes do que o normal: “As características deste fenômeno poderão ser sentidas com mais força a partir de meados de agosto, quando o tempo começará a ficar mais seco e quente do que a média climatológica”.

Ainda de acordo com o meteorologista, por conta do El Niño, o verão será mais quente, porém com tempestades severas ao longo dos meses de novembro até pelo menos março de 2024.

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