Tarcísio vê polêmicas de Toffolli como “crise moral” e fala em ajustes
O governador Tarcísio vê polêmicas que ligam o caso Master ao ministro Dias Toffolli como reflexo de uma crise moral, requerendo ajustes
atualizado
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O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) classificou nesta sexta-feira (23/1) as polêmicas do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, com o caso do Banco Master como reflexos de uma “crise moral”.
A reação veio após ele ser questionado sobre as notícias da semana ligadas ao magistrado, como as imagens reveladas pelo Metrópoles do cassino em Ribeirão Claro (PR) e o uso do espaço por ele para receber empresários, banqueiros e políticos, como André Esteves e Luiz Pastore.
“Eu sempre tenho dito que o pior de todos os problemas é a crise moral”, disse ele em agenda no município de Embu das Artes.
O governador aproveitou para elogiar o protesto organizado pelo Movimento Brasil Livre (MBL) na porta do Banco Master em São Paulo na noite de quinta-feira (22/1), pedindo o afastamento de Toffoli. Para Tarcísio, a iniciativa foi “relevante”.
“Você viu a manifestação que aconteceu ontem? Relevante, na minha opinião, relevante. Isso mostra o pulso”, teorizou.
Ao fazer sua digressão (veja abaixo) de que a pior das crises hoje seria a moral, Tarcísio acrescentou que esse cenário conturbado pelo caso do Master acarretaria a necessidade de “ajustes”, sem dizer quais.
“A gente não pode ter um distanciamento do senso do cidadão. O cidadão está preocupado com o país. Eu também estou. A manifestação de ontem mostra isso. Então, alguns ajustes precisam ser feitos, porque eu vejo que a gente está numa crise muito grande, de natureza moral, de natureza institucional, e sem dúvida nenhuma isso vai ser uma das grandes pautas agora pra esse ano”, afirmou.
A resposta na íntegra
Você viu a manifestação que aconteceu ontem? Relevante, na minha opinião, relevante. Isso mostra o pulso. É, eu tenho dito, pra quem presta atenção nas coisas que eu venho falando, eu tenho dito que o Brasil tem alguns problemas. Tenho falado muito no programa da segurança pública e da imersão do crime organizado em determinadas atividades.
Tenho falado da crise fiscal, já temos o problema fiscal contratado aqui na frente e aí ajustes vão ter que ser feitos. Mas eu sempre tenho dito que o pior de todos os problemas é a crise moral. Eu acho que tá chegando num nível de insatisfação das pessoas relevante e as autoridades têm que olhar o que tá acontecendo.
A gente não pode ter um distanciamento do senso do cidadão. O cidadão tá preocupado com o país. Eu também estou. .A manifestação de ontem mostra isso. Então, alguns ajustes precisam ser feitos, porque eu vejo que a gente tá numa crise muito grande, de natureza moral, de natureza institucional, e sem dúvida nenhuma isso vai ser uma das grandes pautas agora pra esse ano.
