Andreza Matais

Partido do MBL pede que MP investigue cassino do resort ligado a Toffoli

Notícia-crime é assinada por militantes do grupo no Paraná; grupo quer investigação sobre contravenção e violação ao ECA

atualizado

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Sam Pancher / Metropoles
Resort Tayayá em Ribeirão Claro (PR). Local pertenceu à família de Dias Toffoli.
1 de 1 Resort Tayayá em Ribeirão Claro (PR). Local pertenceu à família de Dias Toffoli. - Foto: Sam Pancher / Metropoles

Militantes do MBL pediram ao Ministério Público do Paraná que investigue o funcionamento do cassino informal do Resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR). Como mostrou a coluna, o resort, que foi erguido pela família do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, oferece aos hóspedes um espaço com jogos de cartas e máquinas caça-níquel — no Paraná, essas máquinas foram legalizadas sob o nome de “videoloterias”.

A notícia-crime é assinada por dirigentes do MBL no Paraná, ligados à Missão: Pedro D’eyrot, Luiz França e Willian Pedroso da Rocha. Os três pedem a apuração de possíveis crimes de contravenção penal, além de eventual violação ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Segundo a representação, o funcionamento de jogos de azar em estabelecimentos privados, ainda que restritos a hóspedes, pode configurar atividade ilícita se não houver autorização legal.

Na opinião da Missão, as “videoloterias” só são permitidas no Paraná quando vinculadas a convênios formais com o poder público estadual, o que, segundo eles, não estaria claramente demonstrado no caso do resort.

A representação pede que o MP paranaense apure se há licença válida para a exploração das máquinas e se a operação respeita os limites impostos pela legislação local.

Outro ponto levantado pelo MBL é a possibilidade de circulação de menores de idade nas áreas comuns do resort, inclusive próximas ao espaço destinado aos jogos.

Para o grupo, a simples presença de equipamentos de apostas em um ambiente frequentado por crianças e adolescentes pode caracterizar afronta ao ECA, ainda que não haja acesso direto aos jogos.

“O Paraná não pode ser a Las Vegas dos amigos do Rei. Dias de sorte para alguns, e de azar para todos nós, aqui não vai colar”, disse D’eyrot à coluna.

Em reportagens anteriores da coluna, a administração do resort afirmou que suas atividades estão em conformidade com a legislação vigente.

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