Tarcísio fala em "preocupação" com falhas e insegurança no metrô.
Durante a inauguração da Linha 6-Laranja, governador de SP admitiu preocupação com violência e falhas no sistema metroferroviário

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou, nesta quarta-feira (2/7), durante a inauguração da Linha 6-Laranja do Metrô, que as falhas no sistema metroferroviário do estado são motivo de “grande preocupação” e disse que a sua gestão trabalha para ampliar a segurança e diminuir os problemas operacionais na rede.
Segundo Tarcísio, o governo tem realizado reuniões com as concessionárias para identificar as causas dos problemas e cobrar soluções. Ele disse que, diante de cada ocorrência, a gestão busca entender a origem da falha para evitar que volte a acontecer.
“Com relação à segurança, a gente vai integrar as estações do Metrô e da CPTM ao Muralha Paulista. Cada vez mais, vamos colocar câmeras de reconhecimento facial nas estações. Essa integração já está acontecendo e o número de ocorrências, de pessoas procuradas pela Justiça identificadas e de prisões nessas estações já tem aumentado”, afirmou Tarcísio de Freitas.
Segundo o governador, o sistema vai conectar as câmeras das estações ao programa estadual de monitoramento, que também reúne imagens de rodovias e outros equipamentos públicos. A expectativa do governo é ampliar o uso do reconhecimento facial para identificar pessoas procuradas pela Justiça e reforçar a segurança na rede metroferroviária.
Tarcísio também disse que o Estado iniciou intervenções para corrigir esses problemas e que trabalha na substituição do sistema de comunicação das linhas da CPTM. A mudança, segundo ele, deve levar cerca de três anos e tem como objetivo reduzir o intervalo entre os trens e modernizar a operação da rede.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP
Frequência de envio: Diário
Ver todasViolência no Metrô
Outro tipo de ocorrência que desperta sentimento de insegurança na população de São Paulo são os roubos e furtos de celulares em terminais ou estações de transporte por trilhos. Entre janeiro e abril deste ano, foram 33 casos por dia — um total de 3.992 registros no período. Desde 2024, cerca de 3,1 mil suspeitos foram detidos, sendo 454 somente nos cinco primeiros meses do ano.
Um caso alarmante ocorreu no final de maio, quando seis pessoas ficarem feridas após um policial de folga reagir a um assalto na estação São Bento da linha 1-Azul do Metrô, no centro de São Paulo.
No mesmo dia, dois seguranças terceirizados da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) foram agredidos por um grupo de vendedores ambulantes, na Estação Utinga, da Linha 10-Turquesa, em Santo André, na Grande São Paulo.
As estações de maior movimento estão entre as que mais preocupam o governo estadual. “A Tietê é [o local] onde temos localizado mais foragidos [da Justiça]”, afirmou o coronel Henguel Ricardo Pereira, secretário-executivo da Segurança Pública (SSP). “Mas também Barra-Funda e Sé, pela interligação com outras linhas”, complementou.










